San Siro é usado por Milan e InterAFP

Rio - O processo de venda do San Siro está sendo investigado por suposta manipulação das licitações. Nove pessoas estão sob investigação depois que a polícia financeira italiana realizou buscas na prefeitura de Milão e na empresa que administra o estádio, que pertence à Inter de Milão e Milan.
Entre os investigados estão o ex-CEO da Inter de Milão, Alessandro Antonello, representantes de ambos os clubes, e o diretor-geral da prefeitura de Milão, Christian Malangone, considerado o braço direito do prefeito, Giuseppe Sala. As acusações giram em torno da forma como a venda foi aprovada no final de setembro.
A venda de 28 hectares de terreno público, sobre os quais o mítico estádio está construído, custou cerca de 200 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão). Inter de Milão e Milan planejam demolir o San Siro após a construção de um novo estádio com capacidade para 70 mil lugares ao oeste da atual arena.
Os investigadores suspeitam que autoridades municipais favoreceram interesses privados em detrimento do bem público. Eles alegam que recorreram a uma lei elaborada para simplificar o processo de construção do estádio, a fim de beneficiar construtoras específicas.
A investigação sobre a venda, concluída em novembro, ocorre após uma apuração mais ampla sobre suposta corrupção no planejamento urbano da cidade. O ex-secretário de Urbanismo Giancarlo Tancredi, cuja prisão no meio do ano passado em um caso ligado a esta investigação foi revogada pela Suprema Corte italiana em dezembro, está mais uma vez sob investigação pelo Ministério Público de Milão.