Marcelo e Messi se enfrentaram diversas vezes na EspanhaOscar Del Pozo / AFP

Rio - Ídolo histórico do Real Madrid, Marcelo abriu o jogo sobre um dos debates mais intensos do futebol. Durante entrevista à 'Romário TV', o ex-lateral foi questionado sobre qual oponente era o mais complicado de encarar em campo. Ao comparar Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, o brasileiro não hesitou ao descrever a dificuldade em parar o argentino.

Embora tenha construído uma amizade histórica com o português na Espanha, Marcelo conheceu o ímpeto de Cristiano como adversário logo cedo. Os dois chegaram a se estranhar em um amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, antes de jogarem juntos.
"Eu peguei ele legal. A gente nem fala sobre isso. Ele é muito rápido, ainda mais naquela época, aí dominou a bola, tocou lá no lateral-esquerdo e correu pro meio. Eu estava no meio do campo e fui correr para trás, mas ele, na passada, me deu uma cotovelada no gogó", relembrou.

Mesmo com o respeito e a história vitoriosa ao lado do ex-companheiro, Marcelo foi direto ao apontar seu maior desafio defensivo. Para o jogador, encarar Lionel Messi em inúmeros "El Clásicos" e confrontos entre seleções representou um nível de dificuldade superior, classificando o camisa 10 como o oponente mais difícil que já enfrentou.

"Cara, o Messi é muito sinistro. Tipo assim, tô procurando ele até hoje. Cara, ele é muito sinistro, é muito brabo. Porque ele entende muito bem todas as posições do campo, quando o cara tá com a bola vindo, ele já sabe onde tem que entrar, onde tem que fazer sair e tal. Eu acho ele muito sinistro", avaliou, destacando a inteligência tática do atual craque do Inter Miami.
Apesar de colocar o argentino como o desafio mais complexo, o brasileiro fez questão de valorizar o privilégio de ter presenciado o auge de ambos. O ex-jogador ressaltou que, para além da rivalidade, a geração atual deve agradecer por testemunhar dois gênios simultaneamente.

"Eu sou grato a isso, pô, eu pude viver na época dos dois, sabe? Eu acho importante falar isso porque muita gente fala 'ah, mas o Cristiano não sei o que, mas o Messi não sei o que', não, mas a gente viu, a gente estava vendo (eles)", destacou, comparando a experiência ao privilégio de quem viu Pelé, Maradona ou o próprio Romário em campo.