Semenyo foi vítima de manifestações racistasAFP
O Everton agiu com rapidez contra o racismo cometido por seu torcedor, já identificado e entregue à justiça. "O Everton Football Club confirma a prisão de um torcedor durante o empate em 3 a 3 com o Manchester City, na segunda-feira à noite, no Estádio Hill Dickinson, pela Premier League, após relatos de insultos racistas dirigidos a um jogador adversário. A Polícia de Merseyside prendeu um homem de 71 anos sob suspeita de crime de ordem pública com agravante racial, após relatos de torcedores e seguranças sobre o incidente", revelou o Everton.
O racista foi liberado após pagamento de fiança. Contujdo, não pode se aproximar 1,6 km de qualquer estádio esportivo por um período de até quatro horas antes do início da partida, durante os jogos e até quatro horas após o apito final.
"O racismo e a discriminação em todas as suas formas são completamente inaceitáveis. Não têm lugar em nossos estádios, em nosso esporte ou na sociedade, e comportamentos dessa natureza não serão tolerados. A rápida resposta de outros torcedores, seguranças e da Polícia de Merseyside levou à identificação do indivíduo e à tomada das medidas cabíveis. O clube continuará a colaborar estreitamente com as autoridades para apoiar a investigação e tomará as medidas mais rigorosas possíveis, em consonância com sua política de tolerância zero", concluiu o Everton.
O perfil oficial da seleção inglesa também mostrou repúdio aos atos discriminatórios, cobrando medidas severas das autoridades para não manchar a imagem do país. "Este tipo de comportamento é completamente inaceitável e deve ter consequências. Nós nos solidarizamos com Marc (Ghéhi) e seu companheiro de equipe do Manchester City, Antoine (Semenyo), e apoiamos uma ação forte por parte das autoridades e das empresas de mídia social", cobrou.
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