Presidente da Fifa, Gianni InfantinoAlfredo Estrella / AFP

Rio - A organização de direitos humanos FairSquare anunciou, nesta quarta-feira (8), que vai recorrer à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) para apresentar uma queixa sobre as "violações recorrentes da neutralidade política" por parte do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O juramento exige que eles atuem "independentemente de interesses comerciais e políticos".
Gianni Infantino faz parte do grupo de 100 membros da instituição olímpica. O juramento é uma obrigação consagrada na Carta Olímpica. Nos últimos meses, o próprio COI enfrentou questionamentos sobre a compatibilidade dessa regra com a estreita relação que o presidente da Fifa cultivou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A proximidade entre os dois levou Infantino, inclusive, a elogiar políticas internas do líder americano. Em fevereiro, o COI evitou responder a perguntas sobre outra polêmica envolvendo a participação de Infantino em uma cúpula de paz convocada por Trump. Na ocasião, o dirigente compareceu usando um boné vermelho com as inscrições "USA" e "45-47", números que representam os dois mandatos do presidente.
"Compreendemos o apoio da Fifa, por meio do futebol, a um amplo programa de investimento para revitalizar o esporte em Gaza e na Palestina, fornecendo infraestrutura esportiva, iniciativas educacionais e projetos de desenvolvimento de alto nível", declarou um porta-voz do COI, observando que a Fifa estava agindo "dentro de suas atribuições".
Na terça-feira, a integrante do COI Kirsty Coventry foi questionada sobre o telefonema que Donald Trump fez a Gianni Infantino antes de a Fifa suspender, no domingo, a punição aplicada ao atacante americano Folarin Balogun, que havia recebido um cartão vermelho.
"Até onde sei, a Comissão de Ética não recebeu nenhuma denúncia sobre esse assunto. Obviamente, se receber alguma, irá investigar", respondeu Coventry.