Gianni Infantino é o presidente da FifaAlfredo Estrella / AFP

O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter recorreu às redes sociais para apontar um nome com potencial de substituir a gestão de Gianni Infantino, que vem sendo bastante contestado após o fracasso de seu projeto de investimento privado em competições da entidade que comanda o futebol no mundo.

"Lise Klaveness merece o maior respeito. Ela foi a única que sempre assumiu uma posição clara e não seguiu a corrente dominante. E, na Fifa, chegou o momento de uma mulher assumir a liderança", afirmou o ex-dirigente em postagem no X (antigo twitter).
Joseph Blatter é ex-presidente da Fifa e fez críticas a Gianni Infantino - AFP
Joseph Blatter é ex-presidente da Fifa e fez críticas a Gianni InfantinoAFP


Nome de relevância em seu país, ela é uma ex-jogadora da seleção norueguesa e um caso raríssimo de liderança feminina no futebol mundial. Preside a federação norueguesa de futebol e tem um sólido histórico de trabalho no desenvolvimento do esporte em seu país.

Joseph Blatter se juntou aos críticos da Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta de Gianni Infantino para captar investimento privado na entidade máxima do futebol. O ex-presidente da instituição já havia publicado uma mensagem contra o plano em suas redes sociais.

"A Fifa não é um fundo de private equity. É uma associação com estatutos, regulamentos e uma responsabilidade fiduciária de proteger o jogo global. Se você vender as joias da coroa do futebol para investidores privados, você também vende parte do jogo - especialmente sua alma. O dinheiro importa, mas nunca deve se tornar tudo", escreveu Blatter, que hoje se intitula "filósofo do futebol".

A proximidade de Infantino com Donald Trump também foi alvo das críticas de Blatter. "A estreita relação entre o Presidente da Fifa e o Presidente dos Estados Unidos alcançou uma dimensão financeira que é profundamente danosa ao futebol. Ninguém tem o direito de vender o nosso jogo", falou.

O projeto de Infantino fracassou depois de a Uefa liderar uma onda de críticas ao presidente, citando falta de transparência do processo e o temor que o futebol fique à mercê da ganância de investidores do mercado financeiro. A federação europeia ameaçou boicotar as principais competições da entidade caso a proposta fosse adiante e, agora, trabalha pela saída do dirigente ítalo-suíço do cargo. Países como Inglaterra, País de Gales e Sérvia retiraram o apoio ao dirigente em sua campanha de reeleição.