Presidente da Uefa, Aleksander Ceferin é um dos líderes do movimento que busca tirar Infantino do controle da FifaFabrice Coffrini / AFP
Uefa recebe garantias e retira ameaça de boicote à Copa do Mundo
Desistência de Gianni Infantino de vender ações da Copa do Mundo a investidores privados foi determinante para a decisão
A Uefa optou por suspender o boicote à Fifa após receber garantias de que o plano de vender participações na Copa do Mundo não será retomado. A organização europeia foi uma das principais críticas à proposta do Fifa Forward Enterprise, projeto que buscava atrair investimentos privados para financiar torneios da entidade máxima do futebol.
A informação foi divulgada pelo jornal britânico 'The Times', que ainda completa que, apesar de desistir de tomar ações contra a organização, a Uefa ainda mantém o posicionamento contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pretende intensificar suas ações contra o dirigente.
Além disso, os dirigentes europeus devem confirmar, em reunião do comitê executivo, nesta quinta-feira, 26, onde estará presente a maioria dos presidentes das 55 federações europeias, que as duas condições para o fim do boicote foram cumpridas. O encontro também deve servir para a entidade dar seguimento à sua campanha pela renúncia de Infantino.
A primeira exigência era que a Fifa retirasse a proposta de venda de participações nas principais competições, o que aconteceu no final de julho, e a segunda era que "devessem ser dadas garantias de que tais tentativas de desfigurar o jogo desta forma nunca mais se repetirão".
Por fim, o 'The Times' traz que, no início deste mês, a entidade que rege o futebol europeu enviou a Infantino uma carta de seus advogados nos EUA, alertando que está considerando medidas legais e afirmando que todos os documentos e informações relacionados ao plano de criação do Fifa Forward Enterprises devem ser preservados.