Renato Paiva foi demitido do Botafogo pouco depois da eliminação para o Palmeiras no Mundial de ClubesVítor Silva / Botafogo

Rio - Demitido do Botafogo no fim de junho, Renato Paiva falou mais uma vez sobre a experiência que viveu no comando do Glorioso. Em entrevista para o portal ‘The RGMedia’, o técnico português abriu o jogo sobre John Textor, controlador da SAF alvinegra.

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“O dono acreditava que o Botafogo não deveria ter sido eliminado pelo Palmeiras. Ele questionou meu estilo de jogo na partida contra o Palmeiras, disse que eu fui defensivo demais e acabou me demitindo. Já disse antes e repito: a minha demissão, depois de tudo o que aconteceu, diz muito mais sobre a pessoa que me demitiu do que sobre mim e o meu trabalho”, disse o treinador.

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“Ele não teve coragem de fazer isso pessoalmente — mandou me demitir. No sábado, após o jogo contra o Palmeiras, ele estava comigo, me abraçou e disse: “Professor, continue”, e foi isso que eu fiz. Mas no domingo, ele ordenou a minha demissão. Não teve coragem de me dispensar cara a cara”, afirmou.

Para finalizar, Renato Paiva relembrou a tentativa de intervenção de John Textor em seu trabalho: “Fui demitido do Botafogo porque não permiti que esse senhor (Textor) interferisse no meu trabalho. Ele queria se meter na minha escolha de jogadores, queria influenciar meus sistemas táticos, queria interferir no meu trabalho. Fui demitido porque não fiz o que ele queria que eu fizesse. Ele não vai admitir isso porque não tem coragem, mas eu não sou um fantoche”. 

“Ele afirmou que me demitiu porque eu traí minhas convicções e mudei meu plano de jogo. Isso não é verdade: precisei me adaptar à falta de jogadores e às muitas lesões com as quais estava lidando. Esta é a primeira vez que vou dizer isso: ele demitiu o Renato porque o Renato não traiu suas convicções. Essa é a verdade”, completou.