Gottardo no Jogo das Estrelas no último sábado (27)Érica Martin / Agência O Dia
“É lógico que a torcida é implacável. Marlon Freitas vai sofrer um pouquinho com isso, mas é importante que os torcedores mais lúcidos entendam que o trabalho dele foi muito bem feito. Ele honrou a camisa, ajudou, foi além de jogar, conseguiu fortalecer o grupo, ajudar os treinadores. Tem que respeitar a pessoa, principalmente”, disse Gottardo.
Gottardo rasgou elogios ao volante e destacou seu papel de liderança na equipe. Mesmo com uma saída considerada conturbada, o ex-atleta afirmou que Marlon foi um ótimo capitão enquanto esteve no clube e o comparou a líderes do futebol brasileiro da década de 1990:
“É difícil opinar sobre a vida do atleta. Eu já passei por momentos assim. Acho que só o Marlon pode dar a resposta certa para a torcida. Até dezembro, ele fez o melhor, foi líder nato, conseguiu mobilizar toda a equipe para conquistar títulos. É um cara que tem todo o meu respeito”.
“Hoje é difícil encontrar alguém que traga esse tipo de liderança com tanta força. O jogador tem um comportamento diferente atualmente. Se eu falar dos anos 90, por exemplo, o próprio Botafogo de 1989 tinha uns dez jogadores assim: líderes, com a cabeça voltada para o coletivo, buscando sempre o melhor para o time”, completou.
Além disso, Gottardo avaliou o papel da SAF no Botafogo e comentou a venda de Marlon Freitas:
“SAF é isso. Se surgir uma proposta boa para vender, vai vender. É diferente: não entra para empatar, entra para vencer. Perder, jamais. Isso é natural. E se a SAF não estivesse hoje, onde o Botafogo estaria? Tem como dar certo, desde que haja reposição com jogadores do mesmo nível, de preferência mais jovens”.
Marlon Freitas se reuniu virtualmente nesta sexta-feira (26) com o dono da SAF do Botafogo, John Textor, e pediu sua liberação para assinar com o Palmeiras. O volante assinará contrato de três anos com o Alviverde.



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