Danilo Pereira é o novo atacante do BotafogoVítor Silva / Botafogo

Reforço do Botafogo para a sequência da temporada, Danilo Pereira foi apresentado oficialmente nesta quinta-feira (30), no Nilton Santos. O atacante, que pertence ao Rangers, da Escócia, assinou vínculo por empréstimo até junho do ano que vem. Ele comentou a sensação de assumir a camisa 9 do Glorioso.

“A expectativa é das melhores. Eu conversei com os atletas, são pessoas muito do bem, que querem me ajudar. Venho muito motivado. Quero dar o meu melhor dentro de campo. Espero fazer muitos gols. Coloquei a camisa 9 também por esse objetivo”, iniciou o jogador, em entrevista coletiva.

O centroavante já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e poderá entrar em campo diante do Fluminense. O clássico será no sábado (8), às 21h (de Brasília), no Nilton Santos, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Eu chego em uma das minhas melhores fases como profissional. Estou bem fisicamente, evoluindo. Estou pronto para o que der e vier”, garantiu.

Outras respostas de Danilo Pereira

. A chegada ao Botafogo: “Quero agradecer a todos, me receberam muito bem desde que cheguei. Foi um momento muito especial para mim e para a minha família. Passei toda a minha carreira fora, saí muito jovem daqui. Agora, volto com uma bagagem. Venho muito motivado, quero mostrar tudo o que aprendi”.

. Desafio de voltar ao Brasil: “Está passando muita coisa pela minha cabeça, mas eu já consegui treinar, já consegui ter uma noção de como o mister quer que eu jogue. Isso ajuda. Acho que o futebol brasileiro é alegre. Eu gosto de me movimentar bastante, acho que isso encaixa muito no estilo daqui. Espero me adaptar o mais rapidamente possível”.

. Como vai entrar no esquema?: “Eu peguei o treino antes do jogo contra o Cruzeiro, o Franclim (Carvalho) já estava fazendo a parte tática com quem iria viajar. Consegui dar uma olhada, mas, conversando, já tinha me orientado sobre a forma que eu jogaria. Acho que vai depender do jogo, posso ficar mais centralizado ou fazer outras funções. Eu gosto de me movimentar, não ficar só parado esperando a bola”.

. O que imagina?: “Sei da responsabilidade. Grandes jogadores passaram por aqui e deixaram os seus nomes. Venho com essa motivação. Quero escrever o meu nome na história, fazer muitos gols e dar muita alegria”.
. Trajetória nas categorias de base: “Em um momento da carreira fui dispensado. Cheguei em casa, pensei que não conseguiria mais. Não sabia se iria realizar o sonho de ser jogador de futebol. Minha mãe disse que eu precisava ter um plano B, mas não tinha isso. Eu queria ser jogador de futebol. Foi isso que me motivou ainda mais. Passei por Corinthians, Ponte Preta, Audax, Vasco e Santos, até chegar a proposta do Ajax, da Holanda, aos meus 18 anos. Não falava nada de inglês. Fui ver no que dava. Lá, fui para a base, consegui me profissionalizar. Agora, estamos aí, crescendo cada vez mais. Tudo que aconteceu no passado foi um aprendizado”.

. O que pesou para voltar?: “Eu criei toda a minha trajetória na Europa. Com 27 anos, seria uma oportunidade muito boa voltar ao Brasil, voltar a ter aquela paixão pelo futebol. Eu vinha passando por muitas coisas, acabei não tendo aquela paixão, aquela vontade. Vim para poder reconquistar isso. O Rio de Janeiro também é bonito, não tem jeito”.

. Sentimento por fechar com o Botafogo: “Deus escolheu o momento certo e a hora certa para que eu estivesse aqui. Orei muito por uma resposta. Estou aqui para realizar muitos sonhos e tudo que almejei na vida”.

. Recado para a torcida: “Quero dar o meu melhor, com muita garra, muita vontade. Espero fazer muitos gols, esse é o meu objetivo. Posso melhorar muito ainda, mas sempre vou dar o meu melhor”.

. Como foi a decisão com a família, que é do exterior?: “Sempre sentávamos e conversávamos sobre a minha carreira. Eu já tinha falado com eles que teria a possibilidade de voltar para cá, perguntei como se sentiriam. Já conhecíamos um pouco o Rio de Janeiro. Quando minha esposa descobriu que viríamos para cá, também se alegrou. Mas ela também pensou no meu ponto de vista, na minha carreira. Sempre compartilhei tudo com ela. Vai ser diferente, mas estamos sempre unidos. Espero que ela também possa se adaptar”.

. Estrutura do Botafogo: “Sem palavras. Eu vi o que o clube proporciona para os atletas, tem coisas que são melhores do que na Europa. Acho que isso faz com que os atletas possam se desenvolver mais. Você vê a estrutura, o cuidado conosco. Assim, podemos trabalhar para dar o nosso melhor. Nota mil”.

. Gramado sintético: “Eu já joguei lá fora em gramados sintéticos. Nunca tive nenhum problema, acho que é mais adaptação. Preciso jogar para saber realmente como vai ser. Mas, para nós atletas, temos que ver as circunstâncias. Aqui, vou me adaptar rápido e me acostumar”.
. Alguém passou referências do Botafogo?: “Sim. Já estava conversando com o Vitinho. Depois, quando avançou, falei com Marçal. Ele me passou tudo do clube, sobre a estrutura, o time, que era uma família. Garantiu que seria acolhido. Só foram coisas boas, isso que me motivou ainda mais”.