Luis de la Fuente, técnico da seleção espanholaBen Stansall / AFP

Em busca do segundo título mundial, a Espanha vai precisar superar os desfalques. Na caminhada rumo a grande decisão no dia 19 de julho, serão cinco confrontos de mata-mata em 17 dias. O primeiro desafio será contra a Áustria, nesta quinta-feira (2), às 16h (de Brasília), em Los Angeles, nos Estados Unidos.
A "Roja" chega ao mata-mata do Mundial com mais desfalques do que já começou o torneio. O intenso duelo em Guadalajara na vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, na última sexta-feira, a deixou sem Yéremy Pino e Nico Williams. Os dois pontas se juntaram no departamento médico a Víctor Muñoz, que ainda não estreou.
Principal estrela da Espanha, Lamine Yamal precisou se recuperar de um problema físico para ficar apto na Copa do Mundo. O jovem, de 18 anos, teve restrições de minutos durante a fase de grupos, mas garante que tem condições de jogar os 90 minutos no mata-mata.
Com Yamal presente, o treinador poderia devolver a titularidade a Dani Olmo, o jogador que mostrou melhor desempenho em uma Espanha até agora apagada, com exceção da goleada sobre a Arábia Saudita por 4 a 0 na segunda rodada da fase de grupos.
Olmo, titular naquele dia em Atlanta, havia começado no banco na estreia contra Cabo Verde (0 a 0) e voltou a ser decisivo contra o Uruguai. Mais atrás, Rodri e Pedri foram titulares nas três partidas da primeira fase, em um meio-campo que carece de dinamismo e velocidade.
"Temos que nos aplicar para que a bola corra muito na velocidade à qual estamos acostumados, para gerar situações de desequilíbrio em diferentes áreas do campo", reconheceu De La Fuente.

Quebrar maldição

A última vez que a Espanha venceu um confronto eliminatório em uma Copa do Mundo foi quando se sagrou campeã na África do Sul em 2010. Desde então, a seleção foi eliminada na fase de grupos em 2014 e nas oitavas de final em 2018 e 2022. Em ambas as ocasiões, apresentou um desempenho fraco, sendo derrotada nos pênaltis pela Rússia e pelo Marrocos.
Além de quebrar a maldição de 2010, a seleção espanhola terá que elevar consideravelmente seu nível contra a Áustria, 23ª no ranking da Fifa e em trajetória ascendente nos últimos anos, como demonstrou com uma boa atuação contra a Argentina, apesar da derrota por 2 a 0 com dois gols de Lionel Messi.
Sem o brilho esperado de uma campeã europeia, a Espanha pode, ao menos, se orgulhar de sua solidez defensiva. É a única seleção, junto com o México, que não sofreu gols no torneio. Prova de que De la Fuente está satisfeito com sua defesa é que o treinador praticamente não fez mudanças nos três jogos.