Rio - Após 28 anos, Brasil e Noruega voltam a se enfrentar em Copas do Mundo, neste domingo (5), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pelas oitavas de final. O reencontro também promete reacender uma rivalidade entre Neymar e Erling Haaland. Em 2020, os craques travaram uma disputa de "titãs" na Liga dos Campeões.
Na época, Erling Haaland era o grande nome do Borussia Dortmund, da Alemanha, enquanto Neymar era o craque do Paris Saint-Germain, da França. Na ocasião, o duelo era válido pelas oitavas de final. Os alemães venceram o jogo de ida por 2 a 1, em casa, com dois gols do centroavante norueguês. A decisão ficou para a partida de volta, em Paris.
Haaland comemora gol contra o PSG de Neymar, em 2020AFP
Na chegada, Erling Haaland publicou uma foto com a legenda: "Minha cidade, não a de vocês". A frase não foi bem recebida no vestiário do Paris Saint-Germain. A mensagem serviu de combustível para o clube francês, que venceu por 2 a 0, com um gol de Neymar. Na comemoração, o craque brasileiro imitou a famosa comemoração do norueguês, fazendo gesto de meditação.
"Logo que ele chegou aqui em Paris, postou uma foto. Gosto dessas coisas, desse negócio de provocação. É legal. Não tenho nada contra o Haaland, muito pelo contrário. É um craque, torço por ele. Mas, se ele fez essa provocação, eu também posso fazer", disse Neymar em entrevista no documentário "Por Dentro da História", lançado em 2021.
Neymar foi decisivo para o PSG eliminar o Borussia Dortmund de Haaland, em 2020AFP
O reencontro, no entanto, acontece em um momento bem diferente da carreira de cada um. Desde o último confronto há seis anos, Erling Haaland se consolidou como um dos principais jogadores do mundo e hoje é a grande estrela do Manchester City. Já Neymar, por sua vez, sofreu com problemas físicos e entrou em declínio. Atualmente defende o Santos e disputa sua última Copa do Mundo.
Enquanto Erling Haaland é a grande estrela da Noruega, Neymar perdeu o posto de principal estrela do Brasil. Mesmo assim, ainda carrega um pouco de prestígio. Na Copa do Mundo, o camisa 10 brasileiro jogou apenas na vitória sobre o Haiti. O camisa 9 norueguês, por outro lado, jogou três dos quatro jogos possíveis e marcou cinco gols.
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