Blatter renunciou à presidência da Fifa em meio a investigações de corrupçãoAFP
Publicado 17/07/2026 15:03
Presidente da Fifa por 17 anos, o suíço Joseph Blatter não tem poupado críticas à entidade pelas decisões tomadas durante a Copa do Mundo. Nesta sexta-feira (17), o dirigente fez um novo questionamento em sua conta pessoal do 'X', desta vez contra o show do intervalo da final do torneio, que deve durar 30 minutos, o dobro do tempo de descanso habitual.
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"As pausas de hidratação foram apenas o começo. No domingo, a final da Copa do Mundo verá o destaque do torneio — o intervalo mais longo da história do futebol. A final da Copa do Mundo como uma cópia do Super Bowl (final da NFL, que tem show em modelo similar). Para onde estamos indo, Fifa?", publicou Blatter.
Antes, no dia 6 de julho, o ex-presidente já havia detonado a anulação do cartão vermelho do atacante estadunidense Folarin Balogun, para o duelo de oitavas de final contra a Bélgica. A medida foi tomada pela entidade após Donald Trump ligar para o atual mandatário, Gianni Infantino, e pedir a liberação do jogador.
"Cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas. Eles são revertidos por regras, evidências e órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém com o Presidente da Fifa — e um jogador é subitamente absolvido antes de uma partida eliminatória da Copa do Mundo —, a questão é inevitável: Para onde estamos indo, Fifa? O futebol nunca deve se tornar um playground para o poder político", postou.
Outro caso condenado por Joseph Blatter, no dia 13 de junho, também pelo "X", foi o impedimento da entrada do árbitro somali Omar Artan nos Estados Unidos. O juiz, escalado pela Fifa para apitar jogos da Copa, foi barrado pelas autoridades norte-americanas e ficou de fora do torneio.
"Um país anfitrião da Copa do Mundo da Fifa deve garantir dois princípios fundamentais: a segurança do país — e a entrada irrestrita de todas as equipes, árbitros e juízes qualificados. O caso do árbitro Omar Artan, da Somália, vai contra uma dessas obrigações. A Fifa nunca deve comprometer a universalidade do futebol", criticou Blatter.
*Reportagem do estagiário João Vitor Cravo, sob a supervisão de Gabriel Salotti
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