Bruno Henrique no jogo entre Flamengo e Vitória no MaracanãGilvan de Souza/Flamengo
Justiça nega recurso, e Bruno Henrique, do Flamengo, segue réu por estelionato
Defesa do atacante alega que acusação não seria válida
Rio - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) recusou, na última quarta-feira (10), o recurso da defesa de Bruno Henrique e manteve o atacante do Flamengo réu por estelionato. O jogador, de 35 anos, é acusado de forçar cartão amarelo para beneficiar apostadores durante jogo contra o Santos, em Brasília, no Brasileirão de 2023.
A defesa de Bruno Henrique alega que a acusação por estelionato não seria válida, já que as casas de apostas, que seriam as vítimas, não teriam apresentado representações. O desembargador Jair Soares, no entanto, defendeu que as casas de apostas em que os palpites de que o atacante seria advertido na partida em questão emitiram alertas e informações às autoridades.
Além de Bruno Henrique, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios também recusou o recurso do irmão de Bruno Henrique, Wander Nunes Pinto Júnior, da cunhada Ludymilla Araújo Lima e outras seis pessoas, que seguem réus por estelionato. O artigo 171 do Código Penal prevê que a pena atual para estelionato no Brasil é de reclusão de um a cinco anos e multa.
Em novembro do ano passado, Bruno Henrique foi julgado por ter forçado um cartão amarelo. Na época, o jogador iria receber cartão amarelo, conforme planejado pelo Flamengo, e teria avisado ao irmão e outros apostadores, que se beneficiaram da informação privilegiada. O atacante recebeu apenas multa R$ 100 mil, que é a multa máxima prevista pelo código.

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