Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o atual presidente do FlamengoGilvan de Souza / Flamengo

Rio - O Flamengo apresentou à CBF um ambicioso plano estratégico para revolucionar a estrutura do futebol nacional. Dividido em 65 páginas, o documento detalha 66 propostas que vão desde o calendário até a economia do esporte. As informações foram divulgadas pelo site 'ge'.
O objetivo principal do clube carioca é atuar como um parceiro propositivo da entidade para profissionalizar o mercado e elevar a participação do futebol no PIB brasileiro, gerando um impacto financeiro superior a R$ 153 bilhões na próxima década.

Uma das modificações mais drásticas sugeridas pelo clube está na dinâmica de descenso do Campeonato Brasileiro. O projeto prevê a redução gradual do rebaixamento na Série A: em 2027 e 2028, cairiam apenas três times, sendo que o 18º colocado disputaria uma repescagem contra o 3º da Série B. A partir de 2029, o modelo definitivo teria somente duas quedas diretas.
Para viabilizar a qualidade do espetáculo, o Flamengo também propõe fixar horários de partidas, reduzir as datas dos campeonatos estaduais, paralisar obrigatoriamente as competições durante as Datas Fifa e implementar uma pausa técnica de inverno de 21 dias.
Na ala de infraestrutura e arbitragem, o plano exige o fim dos gramados sintéticos nas Séries A e B, estabelecendo a obrigatoriedade de grama natural híbrida sob padrões internacionais. O Rubro-Negro defende ainda a profissionalização integral dos juízes e a adoção de tecnologias de ponta, como o impedimento semiautomático.
No quesito segurança, a proposta foca no bem-estar do torcedor e veta a existência de clássicos com torcida única, incentivando a criação de setores mistos e familiares. O Flamengo sugere integrar a biometria facial aos sistemas de segurança pública para banir infratores e propõe substituir progressivamente o policiamento ostensivo interno por orientadores privados (stewards).
Por outro lado, pede maior flexibilidade para a cultura de arquibancada, defendendo a liberação controlada de sinalizadores no pré-jogo, bandeirões e festas nas recepções dos ônibus.

O manifesto estabelece, por fim, diretrizes severas de governança e controle financeiro para o ecossistema das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). O texto recomenda proibir que um único grupo econômico, investidor ou família exerça influência e controle sobre dois clubes que disputem a mesma divisão nacional.