Fernando Diniz não fez bom trabalho como técnico da seleção brasileira Joilson Marconne / CBF

Fernando Diniz acredita que a dupla função como técnico do Fluminense e da Seleção afetou mais o trabalho do time brasileiro do que o Tricolor em 2023. Em uma análise sincera, ele admitiu que acumular cargos não é o cenário ideal e explicou o que deixou de fazer, mas não considerou sua decisão como um erro, ao ser perguntado se aceitaria fazer de novo.
"Não acho que é o ideal acumular, mas aceitaria. Quem saiu perdendo mais foi a Seleção. Quando eu estava no Fluminense, era 100% (focado) e não tinha tempo, não via jogo dos caras (possíveis selecionáveis), não tinha essa conexão, de ligar para jogador. Perto da convocação tinha o pessoal que me dava um compilado", explicou em participação no Charla Podcast.
O técnico ainda admitiu que a situação não era ideal e, por isso, avaliava deixar um dos cargos caso fosse mantido na Seleção em 2024 e que iria conversar com o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt.
"Quando eu ia para a seleção ficava 100% lá, mas técnico é muito mais do que isso. Quando fosse entrar o ano, poderíamos rever isso. Ia ter que escolher um lado. Mas acumular não é oi deal", admitiu Diniz.
"Aprendi coisa para caramba. Foi importante para minha experiência de vida. Teve muita coisa boa."