LFA continua sendo uma das principais vitrines do MMA (Foto: Divulgação)

Os números de 2026 ajudam a dimensionar a influência do Legacy Fighting Alliance (LFA) na formação de atletas para o UFC. Somente neste ano, 11 lutadores que passaram pela organização foram contratados diretamente pela principal liga de MMA do mundo. Outros 14 já tiveram presença confirmada na temporada do Dana White's Contender Series (DWCS), torneio utilizado pelo UFC para selecionar novos talentos.

O histórico da organização também impressiona. Desde sua criação, mais de 350 atletas que competiram no LFA chegaram ao UFC, marca inédita entre os eventos de MMA ao redor do mundo. Em 2026, essa lista ganhou novos capítulos com a estreia de José Delano no octógono do UFC e a aguardada chegada de Michael Oliveira à organização, ambos após desenvolverem suas carreiras no LFA.

No Brasil, a sequência de convocações continuou nas últimas edições do evento. Campeão interino dos leves, Jefferson Nascimento defendeu o cinturão no LFA e, menos de um mês depois, recebeu o convite para integrar o elenco do UFC.

Outro nome que seguirá esse caminho é Marcos Degli. O campeão interino peso-mosca conquistou vaga na temporada de 2026 do Dana White's Contender Series após atuar recentemente em Brasília. Os brasileiros Reginaldo Junior e Frank Silva também disputarão o programa em busca de um contrato com o UFC.

Entre os brasileiros que passaram pelo LFA antes de alcançarem destaque internacional estão Carlos Prates, Gabriel Bonfim, Luana Santos, Alex Pereira e Alexandre Pantoja, atletas que atualmente figuram entre os principais representantes do país no UFC.

Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão atribui os resultados ao trabalho contínuo realizado pela organização no desenvolvimento do MMA nacional.

"Nosso objetivo sempre foi oferecer aos atletas brasileiros uma estrutura capaz de prepará-los para competir no mais alto nível. O LFA acompanha esse desenvolvimento de perto, cria oportunidades e permite que esses lutadores cheguem ao UFC prontos para enfrentar os melhores do mundo. Ver tantos brasileiros alcançando esse espaço mostra que esse trabalho vem dando resultado", afirmou.

Ainda segundo Feijão, o Brasil segue como uma das principais fontes de talentos da organização.

"O LFA nasceu com a proposta de ser um evento de inclusão social e desenvolvimento dos atletas. Criamos um ambiente em que eles conseguem crescer de forma orgânica, conquistar visibilidade, ganhar reconhecimento e chegar preparados aos maiores palcos do esporte. É por isso que tantos lutadores saem daqui para o UFC e outras grandes organizações", disse Rafael Feijão.

A próxima edição do LFA no Brasil está marcada para 31 de julho, em Brasília. O evento reunirá atletas em busca de espaço na organização e poderá apresentar novos candidatos a integrar o grupo de lutadores que utilizaram o LFA como caminho até o UFC.