Professor Fabrício Xavier e Lilian Miras em parceria pelo esporte como ferramenta de inclusão (Foto: Divulgação)

A formação dos profissionais é um dos pilares do Programa Marcial Inclusivo da APAE, desenvolvido em parceria com o Sindilutas. Para fortalecer essa proposta, a iniciativa passou a contar com a atuação técnica da fonoaudióloga Lilian Miras, que contribuirá na capacitação dos instrutores e na construção de estratégias voltadas ao atendimento de pessoas neurodivergentes.
A participação da especialista amplia o caráter multidisciplinar do programa, aproximando o conhecimento científico da prática das artes marciais. A proposta é oferecer aos professores ferramentas que contribuam para um atendimento mais qualificado, respeitando as particularidades de cada aluno e fortalecendo o processo de inclusão.
Durante conversa com Fabrício Xavier, presidente do Sindilutas, Lilian explicou que o projeto foi pensado para atender não apenas os praticantes, mas também suas famílias, criando uma rede de apoio que reúne profissionais de diferentes áreas.
"Quando reunimos professores e especialistas para construir uma avaliação profunda, estamos ajudando esse indivíduo a chegar a um lugar onde talvez não chegasse sozinho. É isso que mostra a dimensão e a importância desse projeto."
Na avaliação da especialista, o sucesso de iniciativas como essa depende diretamente da preparação dos profissionais envolvidos. Por isso, ela defende que a formação continuada seja parte permanente do processo de inclusão, permitindo que os professores compreendam melhor as necessidades de cada praticante e desenvolvam estratégias cada vez mais eficientes.
"Quem trabalha com saúde e esporte não pode parar de estudar nunca. A formação continuada faz toda a diferença para que possamos oferecer um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado."
Para Fabrício Xavier, a chegada de profissionais especializados representa um avanço importante para o programa e reforça o compromisso do Sindilutas com a qualificação dos instrutores que atuam nas artes marciais.
"Queremos elevar o nível desse trabalho e fazer das artes marciais uma verdadeira ferramenta de inclusão para as famílias neurodivergentes. Quando esse trabalho é bem desenvolvido, ele transforma vidas e amplia oportunidades, especialmente para quem tem menos acesso a atendimentos especializados."
A atuação conjunta entre profissionais da saúde, educadores e instrutores faz parte da proposta do Programa Marcial Inclusivo, que busca transformar as artes marciais em um ambiente cada vez mais preparado para promover desenvolvimento, autonomia e inclusão social.