Com bons resultados recentes, Fábio Junior será um dos atletas em ação no Turris Invitational, em novembro(Foto: Reprodução)
Aos 16 anos, promessa mineira emplaca bons resultados em competições sem kimono e celebra boa fase
Faixa-azul da equipe Pantera Negra conquistou ouro entre atletas de 15 a 17 anos e já subiu ao pódio na categoria adulta
A temporada de 2026 marcou uma virada na carreira de Fábio Júnior. Aos 16 anos, o atleta de Carmo do Cajuru (MG) decidiu concentrar seus treinamentos e competições no No-Gi e passou a colher resultados importantes no grappling.
Faixa-azul da equipe Pantera Negra, Fábio conquistou o ouro no ADCC Open Petrópolis entre atletas de 15 a 17 anos, terminou em terceiro lugar no ADCC Trials Youth e também subiu ao pódio na categoria adulta do Open realizado em Petrópolis.
Os resultados são consequência de uma relação com o esporte que começou cedo. Fábio entrou no Jiu-Jitsu quando um professor iniciou aulas em sua cidade e, poucos meses depois, pediu ao pai para disputar a primeira competição.
Com apenas quatro meses de treino, terminou em segundo lugar. A derrota despertou uma obsessão: não queria perder novamente. O jovem aumentou a carga de treinos, acumulou vitórias e chegou a acreditar que vencer deveria ser uma obrigação.
A percepção começou a mudar depois de um terceiro lugar no Campeonato Brasileiro da CBJJ.
“Percebi que não adiantava só querer ganhar, porque a outra pessoa também quer. Se eu continuasse com esse pensamento, talvez acabasse parando de treinar por causa do orgulho.”
O amadurecimento ajudou Fábio Júnior a encarar de maneira diferente os desafios seguintes. No circuito mineiro, segundo seu histórico competitivo, foram dez medalhas de ouro em dez etapas da FMJJ, além de dois títulos estaduais consecutivos de forma invicta.
Em paralelo, o atleta começou a buscar competições que o colocassem diante de níveis diferentes de experiência, incluindo adversários adultos.
A escolha pelo No-Gi em 2026 consolidou essa nova etapa. Para Fábio Júnior, competir sem kimono passou a ser o principal foco da temporada e também o ambiente em que pretende construir os próximos passos da carreira.
O ano trouxe ainda novos apoios. Eduardo Turris, advogado que apoia diversos atletas de Jiu-Jitsu, passou a contribuir com a participação de Fábio em competições, enquanto o pai e o professor Samuel permanecem como referências diretas em sua formação.
“Tenho muito a agradecer ao meu pai e ao professor Samuel. Eles tiveram um papel fundamental para eu chegar até aqui.”
O próximo compromisso será no Rio de Janeiro. Fábio Júnior está confirmado no GP No-Gi até 75 kg do Turris Invitational, marcado para acontecer no dia 14 de novembro.
O torneio representa mais um teste para um atleta que, apesar dos 16 anos, já começou a compreender que a construção de uma carreira não depende apenas de medalhas. Para Fábio, aprender a lidar com as derrotas foi justamente o que abriu espaço para continuar evoluindo.

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