Rio - Benjamín Garré tem um grande privilégio em sua carreira: ter trabalhado com Pep Guardiola no Manchester City. Apresentado junto com Nuno Moreira, o argentino relatou como a experiência no clube inglês agregou na trajetória para chegar até o Vasco.
"Cheguei com 16 anos, fiquei três anos e meio. No ano seguinte passei para o sub-23, comecei a pré-temporada com a primeira equipe no comando de Pep. Sempre que falo dele como treinador, está à vista de todo mundo o que ele é. Mas eu fico com a parte pessoal. Comigo, sempre foi maravilhoso. Tanto ele quanto o Arteta, que era seu auxiliar antes de treinar o Arsenal. Nesses anos, ganhei muita experiência e aprendi muito como jogador. Foi um grande passo. Hoje em dia, lembro com carinho. Tenho 24 anos, sou muito jovem, agora tenho que pensar no Vasco e nada mais", disse Garré.
"Foi incrível. É complicado de falar com palavras. Atmosfera que se viveu nessa partida foi espetacular, desfrutei muito. Antes de chegar ao Vasco, muitas pessoas me disseram como era a torcida. Como jogador, eu aprecio muito e desfruto", garantiu.
A mudança de clima
A troca do frio incessante da Rússia pelo calor extremo do Rio de Janeiro pode ser um choque a quem não está acostumado. Para Garré, a experiência não foi diferente, mas ele garantiu já estar "adaptado".
"Primeiros dias, me custou um pouco. Senti um pouco, mas normal. Ontem e hoje, me sinto mais adaptado ao clima e cada vez melhor", finalizou.
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Como chega ao Vasco?
"Argentina e Brasil vivem o futebol de uma maneira muito similar. Sou consciente de como se vive o futebol aqui. Como disse, era o que eu queria para esse momento da minha carreira, sinto que vivo um momento de maturidade e experiência. Sobretudo, tenho vontade de conquistar meu lugar. Dentro e fora de campo, minha tarefa vai ser ajudar a equipe e dar o melhor de mim."
Físico
"Os treinos com o Krylya foram um pouco prejudicados por causa da negociação com o Vasco. A negociação estava em curso, estava com muita vontade de vir logo. Queria me comportar de maneira mais profissional possível quanto ao Krlylya, que tinha o meu passe, e quanto ao Vasco, que tinha intenção de me contratar. O foco estava em me preparar, fosse para ficar no Krylya ou não. Nesses últimos dias, num clima novo e companheiros novos, isso pode levar tempo. Mas, como disse, minha ideia é vir todos os dias, conhecer os companheiros, o clube, e assim a adaptação será secundária. Quero me adaptar o mais rápido possível."
Onde prefere jogar e suas características
"Eu jogo pela direita. Quando comecei a carreira, jogava pela esquerda. Nas últimas temporadas no Krlylya joguei como meia-atacante, até como 9. Conversei com o treinador, disse que estarei disponível para onde ele precisar. O mais importante é a equipe. Darei meu máximo em qualquer posição, sempre vou estar pronto para ajudar minha equipe."
"Eu gosto de ter a bola, do 1 x 1, de me associar com os companheiros. Mas também sou consciente de que a posição em que gosto de jugar é importante tomar decisões. Espero fazer a diferença."
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