Fernando Diniz é o técnico do VascoMatheus Lima / Vasco
Diniz vê pênalti não assinalado para o Vasco e cita falta de critério: 'Irrita muito'
Lance aconteceu no segundo tempo do empate do Cruz-Maltino por 1 a 1 com o Botafogo
Rio - Fernando Diniz apontou um pênalti não assinalado para o Vasco no empate por 1 a 1 com o Botafogo, nesta quarta-feira (27), pela Copa do Brasil, em São Januário. O treinador avaliou ser "muito fácil" de ser marcado e disse que a falta de critério "irrita muito". Para sustentar seu ponto de vista, ele citou uma penalidade marcada na derrota do Cruz-Maltino para o Juventude após toque no braço de Lucas Piton. Ele também destacou as ceras dos goleiros e relembrou a expulsão de Léo Jardim.
"Eu vi a imagem e achei um pênalti muito fácil de ser marcado. Tão fácil de ser marcado quanto o do Piton. Muito parecido o lance, mão aberta, braço levantado. Não entendo. São critérios muito diferentes no futebol brasileiro. Isso que irrita muito, assim como a cera. Hugo Souza fez o cera, o Everson fez cera. O único cara que foi expulso na história...", iniciou Diniz.
"Como o comentarista da Globo falou. Eu falei que o cara (árbitro) não era médico, e ele falou: 'mas não é trouxa'. Todo mundo é trouxa agora. O único que não é trouxa é o Flávio, que expulsou o Léo Jardim (contra o Internacional). O resto é tudo trouxa desde que eu comecei a jogar. Naquele jogo em específico contra o Inter, teve um juiz que não foi trouxa. Essa falta de critério que irrita muito. Se não foi pênalti hoje, não pode ser o do Piton", completou.
O lance reclamado pelo Vasco aconteceu no início do segundo tempo. Nuno Moreira escorou a bola de cabeça para Rayan, que soltou a bomba dentro da área. A bola explodiu em Marlon Freitas, e o Gigante da Colina pediu infração por toque no braço. O árbitro, porém, não marcou a infração, e o VAR não sugeriu revisão.
O técnico também abordou o esquema do Botafogo, que foi a campo com dois centroavantes: Arthur Cabral e Chris Ramos. Diniz admitiu que não esperava a estratégia e ressaltou que o gol jogo, marcado pelo atacante brasileiro, foi mérito do Glorioso.
"Acho que o Lucas Freitas e o Hugo Moura levaram vantagem praticamente em todos os lances no jogo. Teve uma cabeçada no começo, é uma estratégia que a gente não esperava. O gol teve muito mérito do Botafogo. O cara fez um gol de cabeça praticamente da entrada da área. Rara felicidade do cruzamento e do cabeceio do (Arthur) Cabral", analisou o treinador.
Ele também explicou o que faria de diferente para tentar evitar o gol. Além disso, ressaltou que Cruz-Maltino não sofreu com a dupla de centroavantes e rasgou elogios ao sistema defensivo.
"Se eu fosse fazer uma coisa totalmente diferente do Corinthians, o gol do Corinthians, a gente teve quatro falhas coletivas e individuais para o gol sair. Hoje teve muito mérito. Se eu fosse fazer um ajuste hoje, eu falei que o Rayan teria que descer ali com o Alex Telles naquele momento para evitar o cruzamento. Ficou longe para o Paulo Henrique chegar para tirar o cruzamento, mas é o detalhe do detalhe", afirmou Fernando Diniz.
"Então, acho que teve muito mérito do Botafogo, e a gente não sofreu com com a dupla de centroavantes. Eu acho que a gente soube marcar bem, a gente soube retornar rápido para apanhar as segundas bolas e o time foi muito competitivo. Eu acredito também o sistema defensivo, a marcação, esse sistema defensivo, o time todo talvez, tenha sido a melhor partida do Vasco", concluiu.
As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 11 de setembro, a partir das 21h30, no Estádio Nilton Santos. Como o jogo de ida terminou empatado, o Vasco precisa de uma vitória simples para avançar na Copa do Brasil.

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