Fernando Diniz, técnico do VascoMatheus Lima / Vasco
Vasco sofre com falta de eficiência e segue em busca de consistência com Diniz
Cruz-Maltino finalizou mais de 50 vezes nos últimos dois jogos, mas teve baixa taxa de conversão
Rio - A falta de eficiência do ataque atormentou o Vasco mais uma vez e aumentou a pressão sobre o técnico Fernando Diniz. O treinador, que ainda não conseguiu encontrar a consistência, foi alvo de vaias e protestos da torcida após a derrota para o Bahia por 1 a 0, nesta última quarta-feira (11), em São Januário, pela 3ª rodada do Brasileirão.
"Sentimento é de frustração total. O torcedor tem direito de estar chateado e ter alguém para xingar. O treinador é o maior responsável. Nós produzimos para ganhar e tivemos chances para virar, mas não viramos. Estou aqui para ser vaiado e estou preparado para isso. O time tem que conseguir converter as oportunidades de gol", disse Diniz.
Os números refletem a dificuldade do Vasco no último terço do campo. Na derrota diante do Bahia, foram 26 finalizações, sendo 14 dentro da área, além de 44 ações com a bola dentro da área, segundo o "SofaScore". Mesmo assim, o Cruz-Maltino não criou nenhuma chance clara, enquanto o goleiro Ronaldo fez apenas quatro defesas — e nenhuma foi considerada difícil.
Nem mesmo as entradas dos reforços Johan Rojas, Marino Hinestroza e Claudio Spinelli, que estreou, foi o suficiente para o Vasco melhorar. O Cruz-Maltino abusou das jogadas pelo lado do campo e terminou a partida com 45 cruzamentos — um a menos do que no empate com a Chapecoense, quando cruzou 46 bolas na área do time catarinense.
A falta de eficiência do ataque tem atormentado o Vasco neste início de temporada. No empate com a Chapecoense, por exemplo, foram 30 finalizações. Diferentemente do que aconteceu contra o Bahia, o Gigante da Colina conseguiu transformar o volume em chances claras. Ao todo, foram nove, além de três bolas na trave. Mas faltou converter em gols.
Das 26 finalizações contra o Bahia, 15 foram consideradas próximas do gol. Já contra a Chapecoense, 12 das 30 finalizações foram consideradas próximas ao gol, segundo o "SofaScore". Nos últimos dois jogos, o Vasco finalizou 56 vezes, mas apenas 17 foram na direção do gol. Ao todo, os goleiros executaram 14 defesas, sendo 10 do goleiro do time catarinense.
"É questão de tempo para a bola começar a entrar. Não é normal não convertermos (as chances) em gol). No ano passado, tivemos uma taxa de conversão alta. Era um time que marcava muito gol e tomava muito gol. Mas, este ano, não estamos tomando muito gol e temos cedido poucas chances. Não sei explicar o porquê de estarmos tomando gol com pouca chance, que não é normal", afirmou Diniz.
Enquanto isso, Fernando Diniz segue em busca da consistência que tanto prometeu para 2026. No ano passado, o treinador reclamou que o ataque produzia, mas a defesa não sustentava. No início deste ano, o Vasco começou bem defensivamente e teve a melhor defesa da primeira fase do Carioca, com três gols sofridos em seis jogos. Porém, sofreu quatro gols em três jogos no Brasileirão.
Com a derrota para o Bahia, o Vasco entrou na zona de rebaixamento e ocupa o 18º lugar com apenas um ponto conquistado em três rodadas. O Gigante da Colina volta a campo no próximo sábado (14), às 21h30 (de Brasília), contra o Volta Redonda, em São Januário, pelas quartas de final do Campeonato Carioca, e busca recuperar a confiança para a sequência da temporada.




Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.