José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, e Pedrinho Reprodução/Instagram

Rio - Representantes do grupo de Marcos Lamacchia fizeram contatos com membros da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para ajustar a negociação pela compra da SAF do Vasco. As regras atuais preveem possíveis barreiras e, por isso, as partes tentam ajustar o regulamento de fair play financeiro.
O objetivo é alinhar previamente o negócio antes do avanço decisivo. A intenção é que tudo esteja em conformidade com o SSF (Sistema de Sustentabilidade Financeira) antes que a compra da SAF seja concluída. Em entrevista na última segunda-feira (23), o presidente Pedrinho admitiu que as conversas estão avançadas e em um momento decisivo.
Nas negociações, o Vasco colocou três pilares básicos: o investidor deve assumir toda a dívida, realizar investimentos para um futebol competitivo e investir em estrutura. As partes já chegaram a um acordo sobre o plano de pagamento da recuperação judicial, a composição da dívida tributária e o tamanho da ordem de investimento pela competitividade do futebol e na estrutura do clube.
Atualmente, o Vasco possui uma dívida de pelo menos R$ 1 bilhão. Parte dela está concentrada na recuperação judicial, que prevê plano de pagamento de toda dívida trabalhista em ao menos dez anos. A recuperação judicial trouxe fôlego independente para o clube. A maior urgência, neste momento, é o equipamento do centro de treinamento, tanto profissional quanto para a base.

Quem é Marcos Lamacchia?

Marcos Faria Lamacchia é filho de José Faria Lamacchia, dono da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras. O empresário, de 47 anos, nasceu do antigo casamento com Junia Faria, filha do banqueiro Aloysio de Andrade Faria. Ele é formado em Administração de Negócios com especialização em Contabilidade e Direito Empresarial pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos.
O empresário também é especializado em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e já foi diretor da Crefisa entre os anos de 2004 e 2009. Em 2008, quando ainda trabalhava no banco do pai, ele participou da fundação da empresa Blue Star, onde exerce o cargo de CEO. A empresa, sediada em São Paulo, presta consultoria financeira e de investimentos.