Vasco briga na Justiça para receber o Boca Juniors no MaracanãDikran Sahagian / Vasco
Vasco entra na Justiça para jogar no Maracanã contra o Boca
Clube carioca move ação para reverter veto do consórcio Fla-Flu e receber equipe argentina no estádio, pela semifinal da Sul-Americana
Em meio à indefinição sobre o palco do jogo de volta contra o Boca Juniors, da Argentina, pela semifinal da Sul-Americana, o Vasco realizou nova investida pelo Maracanã. Conforme prometido em entrevista pelo presidente Pedrinho, o clube carioca entrou com ação na Justiça, nesta quinta-feira (1º), em busca de conseguir a liberação para usar o estádio no duelo.
Anteriormente, o Cruz-Maltino já havia apresentado pedido formal para mandar a partida no Maracanã. Porém, nesta segunda-feira (28), o consórcio Fla-Flu — união empresarial entre Flamengo e Fluminense com o fim de administrar o estádio — negou a solicitação, utilizando a sequência de jogos e o desgaste do gramado como justificativas.
Com isso, o Vasco move ação na 2ª Vara Cível da Capital, a fim de reverter a negativa da dupla. Internamente, o entendimento é de que a utilização do Maracanã é um direito do clube, que também se considera um dos donos históricos do palco.
Apesar da investida pelo Maracanã, o Vasco ainda tem São Januário como prioridade. Nesta quarta-feira (30), representado pelo executivo de operações Marcelo Lopes, o clube se reuniu com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e com autoridades responsáveis pela logística e segurança do Rio, a fim de viabilizar a realização do duelo de volta contra o Boca no estádio da Barreira.
Contudo, São Januário precisa cumprir alguns requisitos para receber o jogo. Em primeiro lugar, o setor visitante teria que ser ampliado para 4 mil lugares, o que representaria cerca de 20% do público total. Além disso, o Cruz-Maltino ainda teria de conseguir uma exceção da Conmebol para atuar diante de 22 mil pessoas, capacidade total do estádio, número abaixo do mínimo de 30 mil lugares exigido pelo regulamento da competição.
Por isso, a investida judicial pelo Maracanã pode ser interpretada como um "plano B". O próprio presidente Pedrinho, além do treinador Pedro Emanuel em coletiva, já afirmaram preferir que a partida seja disputada em São Januário. No entanto, autoridades de segurança apontam o estádio da Tijuca como uma opção logística mais viável.

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