Itaperuna - Com capacidade de produção de até 250 mil mudas de espécies nativas por ano, o Viveiro Florestal da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) é fortalecido desde o último dia 11 em Itaperuna (RJ), por meio do Replantando Vida, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Fundação Santa Cabrini e Vara de Execuções Penais (VEP).
O objetivo do programa é unir sustentabilidade e ressocialização, empregando mão de obra prisional em ações de proteção de mananciais. O Departamento de Comunicação (Decom) do governo municipal assinala que “o espaço vai impactar diretamente Itaperuna e outras cidades beneficiadas pelo programa, fortalecendo ações de reflorestamento e recuperação ambiental”.
Prestigiaram o lançamento o prefeito Nel Medeiros; vice-prefeito Jair Neto; secretariado municipal; representantes da Cedae Philipe Campello (diretor de Sustentabilidade) e Marcelo Lombardi (coordenador do Replantando Vida no noroeste fluminense, além de outras lideranças e colaboradores da companhia.
“Também estiveram presentes parceiros fundamentais do projeto, como representantes da Fundação Santa Cabrini e da diretoria do Presídio Norberto Ferreira de Moraes, que atuam no fornecimento de mão de obra para o programa”, aponta o Decom realçando que o viveiro leva o nome do ex-vereador João Paulo Tinoco, pioneiro no reflorestamento no município.
Instalado no presidio Norberto Ferreira de Moraes, o viveiro de Itaperuna é o oitavo mantido pelo programa no estado do Rio de Janeiro, sendo o terceiro localizado em uma unidade prisional (há também em Resende e Magé). Ocupa uma área de 7,4 mil metros quadrados e aumenta a capacidade total do Replantando Vida para 2,45 milhões de mudas anuais.
AMPLIAR QUADRO - De acordo com o diretor de Sustentabilidade da Cedae, Philipe Campello, a nova unidade vai produzir árvores para restauração ambiental nos municípios da região noroeste e nas bacias dos rios Pomba e Muriaé, visando garantir a proteção dos dois mananciais, fundamentais para o abastecimento da região.
“A expectativa é ampliar o quadro de apenados que participam do programa, na região, dos atuais 39 para 60, distribuídos entre o cultivo de mudas no viveiro e ações de reflorestamento”. Campello ratifica que o viveiro poderá produzir 250 mil mudas por ano: “Isto é a possibilidade de a gente restaurar, por ano, 120 hectares ou 120 campos de futebol em uma área do estado”.
O diretor destaca, em publicação da Cedae, que o Replantando Vida faz da companhia a maior empregadora de mão de obra prisional no país: “Atualmente, conta com a participação de 556 apenados. Em 24 anos de atividade, já plantou 4,5 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica e restaurou dois mil hectares de áreas prioritárias para a proteção dos recursos hídricos, empregando mais de seis mil pessoas em privação de liberdade”.
O programa produz mudas nativas e visa fortalecer ações de reflorestamento e recuperação ambiental Foto Divulgação
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