Defesa Civil busca aprimorar o planejamento das ações de resposta em situações de emergência no município Foto Decom/Divulgação

Itaperuna – Atento à informação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) da atuação de um sistema de baixa pressão no oceano, com aproximação de uma frente fria que pode gerar rajadas de vento moderadas a fortes no Noroeste Fluminense, o governo de Itaperuna monta estratégia de vigilância rigorosa.
Não há previsão de tempestades ou volumes expressivos de chuva para esta sexta-feira (7)hoje, com o município enfrentando um cenário de calmaria meteorológica aparente. Porém, a Defesa Civil entende que a prevenção e o planejamento são fundamentais para reduzir riscos e proteger vidas, especialmente durante períodos de maior ocorrência de eventos climáticos extremos.
A preocupação imediata neste momento é quanto à combinação de baixa umidade, calor e o alerta severo de vendaval feito pelo Cemaden. Um comunicado oficial da prefeitura orienta os moradores a redobrarem os cuidados. evitando o tráfego por rodovias durante picos de vento e não se abrigar debaixo de árvores ou estruturas metálicas vulneráveis.
O Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil local (199) operam em prontidão para eventuais quedas de galhos ou interrupções no fornecimento de energia elétrica. Também a Secretaria de Educação anuncia medida preventiva. Em nota divulgada nesta sexta-feira, informa que as aulas dos turnos da tarde e da noite desta estão suspensas em toda a rede municipal de ensino.
“A decisão foi tomada em razão dos alertas meteorológicos para ocorrência de ventos fortes no Estado do Rio de Janeiro”. A secretaria ressalva: “Embora Itaperuna não apresente, até o momento, indicativos de maior gravidade, optamos por agir com prudência, priorizando a segurança dos nossos estudantes, profissionais da educação e de toda a comunidade escolar”.
ALERTA LARANJA - A motivação ratificada é a aproximação de uma frente fria e de um ciclone extratropical. Em fevereiro deste ano, Itaperuna enfrentou uma das piores sequências de temporais recentes, com tempestades severas acumulando quase 100 milímetros de chuva em poucas horas, inundando o centro da cidade e diversos bairros. O Rio Muriaé transbordou e afetou cerca de 2.600 pessoas.
A região Noroeste ficou sob alerta laranja, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de quatro a seis de fevereiro , por causa dos riscos de chuvas entre 30 a 60 milímetros e ventos de até 100 quilômetros por hora. Chegou a haver riscos de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.
No entanto, nos últimos dois meses (junho e julho) julho), a região entrou em um período de estiagem e seca extrema, registrando mais de 85 incêndios em vegetação, gerando à criação de um comitê de crise para lidar com os extremos do El Niño, pela prefeitura. Mas esta semana o avanço da massa de ar instável interrompeu a tranquilidade
AÇÕES ANTECIPADAS - Dentro da proposta em caráter preventivo, a Defesa Civil também está realizando a atualização do cadastro de pessoas acamadas que residem em áreas que, em algum momento, já foram afetadas por inundações no município. “A iniciativa tem como objetivo aprimorar o planejamento das ações de resposta em situações de emergência”, explica o Departamento de Comunicação (Decom).
O objetivo é permitir que as equipes conheçam antecipadamente as necessidades específicas de cada morador, como o uso de ambulâncias e outros recursos essenciais para garantir a remoção segura e o atendimento adequado em caso de desastres naturais. A iniciativa é estruturada em parceria com o programa Melhor em Casa, da Secretaria Municipal de Saúde.
Com o levantamento atualizado, a Defesa Civil acredita que poderá atuar de forma mais ágil e eficiente, priorizando o atendimento às pessoas com maior vulnerabilidade e fortalecendo o planejamento das ações preventivas. A orientação às famílias que possuam pessoas acamadas residentes em áreas de risco de inundação e que ainda não estejam cadastradas, é solicitar a inclusão no projeto, pelo número (22) 3824-6334.