Manual orienta práticas inclusivas e reforça o respeito às pessoas com deficiência em MacaéFoto: Ilustração
Inclusão que orienta: manual chega a Macaé como ferramenta contra o preconceito
Material reúne práticas acessíveis e linguagem correta para fortalecer direitos das pessoas com deficiência
Macaé - A informação como ponto de partida para uma cidade mais justa. Esse é o caminho proposto pelo Manual Boas Práticas de Inclusão, agora divulgado em Macaé como instrumento de orientação para combater preconceitos, ampliar a acessibilidade e estimular a participação social das pessoas com deficiência. O conteúdo está disponível para consulta pública em plataforma digital e reúne diretrizes claras sobre convivência, comunicação e respeito à diversidade.
O manual foi elaborado pela Subsecretaria de Políticas Inclusivas do Governo do Estado do Rio de Janeiro e passou a ser difundido no município por meio da Coordenação Geral de Políticas para Pessoas com Deficiência, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Acessibilidade e Economia Solidária. A proposta é simples e necessária: informar para transformar comportamentos e atitudes no dia a dia.
Entre os principais pontos abordados está o enfrentamento ao capacitismo, definido como práticas e discursos que desconsideram a diversidade funcional e reforçam estigmas. O material orienta sobre termos adequados, condutas inclusivas e ações que promovem equidade, ajudando a sociedade a substituir conceitos ultrapassados por uma visão mais humana e consciente.
Para a coordenadora geral de Políticas para Pessoas com Deficiência, Caroline Mizurine, o alcance do manual é fundamental. Segundo ela, quanto mais pessoas tiverem acesso ao conteúdo, maiores serão os avanços na inclusão. Caroline também destaca o papel das organizações da sociedade civil que atuam no município, como Apae, Pestalozzi, Portadores de Alegria e Sentrinho, reconhecidas como parceiras estratégicas na defesa de direitos, na prestação de serviços especializados e na construção de políticas públicas.
A divulgação do manual dialoga com outras ações já desenvolvidas em Macaé. Em 2024, foi realizado o segundo Censo Municipal da Pessoa com Deficiência, iniciativa que permitiu mapear demandas e qualificar o atendimento nas áreas de saúde, assistência social e educação. Os dados levantados também serviram de base para a inauguração da Clínica do Autista, em março de 2025, voltada ao atendimento ambulatorial de crianças com Transtorno do Espectro Autista de até 12 anos.
Ao reunir informação, planejamento e políticas públicas, Macaé avança na construção de uma cidade mais acessível, onde inclusão deixa de ser discurso e passa a ser prática cotidiana.

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