Especialistas, técnicos e moradores participaram de debates sobre meio ambiente e mudanças climáticas no Plano Diretor de MacaéFoto: Divulgação
Mudanças climáticas e crescimento urbano entram no centro do debate sobre o futuro de Macaé
Especialistas, técnicos e moradores discutem estratégias ambientais e gestão de riscos na revisão do Plano Diretor da cidade
Macaé - O futuro de Macaé começou a ser desenhado em mais uma rodada de debates sobre o novo Plano Diretor Municipal. Desta vez, temas como mudanças climáticas, preservação ambiental, expansão urbana e prevenção de riscos ocuparam o centro das discussões durante a Câmara Temática realizada nesta quarta-feira no auditório do Paço Municipal.
O encontro reuniu representantes do poder público, especialistas, técnicos e integrantes da sociedade civil em uma ampla discussão sobre os desafios ambientais que devem impactar o município nos próximos anos. A proposta faz parte do processo participativo de revisão do Plano Diretor 2026-2036, documento responsável por definir diretrizes de crescimento, ocupação urbana e desenvolvimento da cidade para a próxima década.
Entre os assuntos debatidos estiveram gestão de riscos, recursos hídricos, educação ambiental, preservação de áreas protegidas, adaptação climática e gerenciamento costeiro. A discussão também buscou atualizar temas que ganharam ainda mais relevância diante das mudanças climáticas observadas nos últimos anos.
A fiscal da Secretaria Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, Thays Cury, destacou que o cenário atual exige novas estratégias e planejamento mais atento às questões ambientais.
“A questão climática se tornou uma preocupação urgente em todo o planeta. Precisamos incluir no novo Plano Diretor temas ligados a riscos, desastres e adaptação climática, pensando tanto na preservação ambiental quanto na segurança da população”, afirmou.
Os debates fazem parte das Câmaras Temáticas instituídas pelo Decreto nº 052/2026, criado para ampliar a participação popular na construção do novo Plano Diretor. A iniciativa é coordenada pelo Escritório de Gestão, Indicadores e Metas, ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, com apoio do Conselho da Cidade.
Durante o encontro, técnicos também apresentaram propostas voltadas à construção de políticas públicas mais sustentáveis e alinhadas à realidade urbana e ambiental de Macaé.
A analista ambiental Caroline Medeiros explicou que os trabalhos foram divididos em diferentes frentes de discussão, incluindo temas já previstos na legislação atual e novas demandas relacionadas às transformações climáticas e territoriais do município.
Já a engenheira florestal Alessandra Veloso ressaltou a importância da participação coletiva na construção das futuras diretrizes ambientais da cidade.
“Estamos discutindo estratégias de curto, médio e longo prazo a partir da realidade que Macaé vive hoje. Esse diálogo com a população e com diferentes setores da Prefeitura é fundamental para construir políticas mais eficientes”, destacou.
Outro ponto enfatizado durante o encontro foi a importância da participação popular no processo de revisão da legislação urbana.
O gerente do Egim, Romulo Campos, afirmou que ouvir os moradores é essencial para garantir que o novo Plano Diretor reflita as necessidades reais da cidade.
“Quem vive nos bairros conhece os problemas cotidianos da cidade. A participação da população fortalece o processo e contribui para um planejamento mais próximo da realidade”, explicou.
Ao longo das próximas semanas, outras Câmaras Temáticas ainda irão discutir assuntos como mobilidade urbana, habitação, infraestrutura, regularização fundiária e desenvolvimento econômico. A programação segue até o início de junho com encontros abertos voltados à construção coletiva das diretrizes que irão orientar o crescimento de Macaé nos próximos anos.

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