Viviane Santos dirige espetáculo que reunirá artistas formados em Macaé e destacará inclusão, música e conscientização ambientalFoto: Divulgação
Talento formado em Macaé levará ao palco espetáculo inspirado em Jurubatiba e com inclusão em destaque
Peça dirigida pela macaense Viviane Santos terá sessão gratuita no Teatro Firjan Sesi e reunirá artistas formados pela Escola Municipal de Artes em uma montagem que une cultura, acessibilidade e preservação ambiental
Macaé - A artista macaense Viviane Santos transformará a formação recebida na Escola Municipal de Artes Maria José Guedes (Emart) em protagonismo cultural. Formada pelo Curso Técnico de Artes Dramáticas da instituição e atualmente graduanda em Produção Cultural pela UFF de Rio das Ostras, ela assina a direção do espetáculo infantojuvenil "A Floresta do Luar Não Vai Acabar", contemplado pelo edital Mosaico Rio 2026 da Firjan/Sesi.
A montagem chegará ao palco do Teatro Firjan Sesi Macaé no dia 25 de julho, às 16h, com entrada gratuita e acessibilidade em Libras. Os ingressos poderão ser retirados a partir desta quinta-feira (25), pelo aplicativo e site Sympla ou diretamente na unidade da Firjan Sesi Macaé.
Mais do que uma peça teatral, o projeto reunirá talentos que nasceram artisticamente na cidade. Além de Viviane Santos, os atores Lyon Jesus, Douglas Mareli e Manoel Pedro, integrante surdo do elenco, também foram formados pela Emart. A participação de Manoel trouxe novos desafios criativos à produção e fortaleceu o compromisso da montagem com a inclusão e a democratização do acesso à cultura.
Inspirada no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, a obra abordará temas como preservação ambiental, cidadania e pertencimento. O cenário sustentável e as músicas compostas exclusivamente para o espetáculo pelo músico macaense Dácio Lobo Junior prometem ampliar a experiência do público, aproximando a narrativa das riquezas naturais da região.
O dramaturgo Phydias Barbosa, autor do texto e nome consagrado nas artes cênicas e audiovisuais, destacou a proposta contemporânea da montagem. Segundo ele, a presença da Libras integrada à encenação e a transformação da peça em um musical conferem dinamismo e reforçam a importância da acessibilidade no ambiente cultural.
A história acompanha os animais da Floresta do Luar na luta para proteger seu habitat da ameaça dos chamados "Lobos", em uma narrativa que dialoga com questões ambientais e estimula a reflexão entre crianças, jovens e adultos.
Com raízes fincadas em Macaé e olhar voltado para o futuro, o espetáculo reforçará o papel da arte como instrumento de transformação social, inclusão e valorização da identidade cultural local.

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