Estudantes da Escola Municipal Paulo Freire terão acesso a oficinas gratuitas de arte, ciência, tecnologia e robóticaFoto: Divulgação
A programação será aberta nesta segunda-feira (25), e as oficinas terão início em 1º de setembro. Durante cerca de cinco meses, estudantes a partir de 10 anos participarão gratuitamente de atividades que envolvem arte cinética, escultura e modelagem, criação de personagens e robôs, videoarte, experiências com componentes eletrônicos e instalações artísticas.
Mais do que apresentar ferramentas tecnológicas, o projeto busca estimular competências que fazem diferença dentro e fora da escola, como criatividade, raciocínio lógico, pensamento crítico, autonomia e trabalho em equipe. A metodologia coloca os estudantes no centro das atividades e transforma problemas em desafios que podem ser resolvidos com conhecimento, imaginação e colaboração.
Em Macaé, a chegada do projeto representa também uma oportunidade de ampliar o uso criativo do espaço escolar. Para a diretora da Escola Municipal Paulo Freire, Simone Viana de Carvalho, a iniciativa fortalece o protagonismo dos alunos e pode tornar a rotina de aprendizagem ainda mais estimulante.
“O nosso objetivo é sempre incentivar o aluno a ser protagonista e multiplicador. O Engenhoka chega para tornar a escola ainda mais atrativa e os alunos estão muito animados, com a criatividade a todo vapor”, afirmou.
Um dos diferenciais da iniciativa está no legado deixado após o encerramento das oficinas. O estúdio maker, com equipamentos e mobiliário, permanecerá na escola e poderá continuar à disposição dos estudantes. Dessa forma, a experiência não termina quando as atividades do projeto chegam ao fim.
A proposta também amplia o acesso a conteúdos educativos. Ao final da edição, serão produzidos 4 mil exemplares de um livro sobre cultura, educação, ciência e tecnologia, com recursos de acessibilidade. Dez por cento da tiragem será produzida em braile, além de versões com Libras e audiodescrição.
A experiência de participantes de edições anteriores ajuda a dimensionar o impacto do projeto. Daniel Valandro Reis, de 11 anos, campeão da segunda edição no Rio de Janeiro, destacou mudanças relacionadas à organização, ao trabalho em equipe e à compreensão sobre tecnologia e sustentabilidade. Já Elisa Jocelim da Silva, de 13 anos, encontrou nas atividades um espaço para desenvolver a criatividade, especialmente por meio da pintura, e ganhou mais confiança para experimentar novas ideias.
Para Joelma Veiga, produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, o objetivo é fazer da cultura uma ferramenta capaz de ampliar horizontes e revelar novas possibilidades para os estudantes.
“Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Nosso papel é construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”, afirmou.
O Engenhoka é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico, ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. A realização é do Instituto Burburinho Cultural e do Ministério da Cultura.
Com a iniciativa, a Escola Municipal Paulo Freire passa a receber uma estrutura que une conhecimento e criatividade e que poderá deixar marcas para além do período das oficinas. Para os estudantes, a experiência representa a chance de descobrir que ciência também pode ser arte, que tecnologia pode nascer de uma ideia simples e que a escola pode ser um lugar para imaginar, experimentar e transformar.



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