Magé promove debate sobre educação patrimonial na BaixadaReprodução
O próprio Estado, por meio da Lei nº 3.822/2002, formalizou o dia 30 de abril como o Dia da Baixada Fluminense. A proposta que originou a lei surgiu a partir de um encontro de agentes culturais realizado na FEBF/UERJ, em Duque de Caxias, no ano de 2000. Na ocasião, foi elaborada a Carta Cultural da Baixada, que já apontava a importância da criação de uma data dedicada à valorização da região.
Nesse contexto, a realização da mesa-redonda integra as ações comemorativas do mês, reforçando a importância do reconhecimento e da valorização da história, da cultura e das identidades da Baixada Fluminense com emissão de certificado.
O encontro será realizado de forma online, com transmissão pela plataforma Google Meet, e tem como objetivo ampliar o debate sobre a valorização da memória, da cultura e das identidades locais por meio da educação. O link do evento será enviado aos participantes 30 minutos antes via e-mail.
O evento reunirá especialistas, pesquisadores e representantes de instituições com atuação relevante na área, proporcionando um espaço de troca de experiências e reflexões sobre práticas de educação patrimonial no território da Baixada Fluminense.
A mediação será conduzida pelo Prof. Me. Gustavo Leite de Araujo da Silva, e contará com a participação dos convidados:
* Prof. Me. Alexsandro Eduardo Adriano Rosa (SME), que abordará o tema “O patrimônio é de todos: educação patrimonial no território escolar”, destacando o papel da escola na valorização dos bens culturais locais;
* Profa. Dra. Tania Maria da Silva Amaro de Almeida (IHCMDC), com a intervenção “O IHCMDC no tripé ensino-pesquisa-extensão: patrimônio, cultura e identidade na Baixada Fluminense”, ressaltando a importância das instituições na preservação da memória regional;
* Profa. Dra. Isabela de Fátima Fogaça (UFRRJ), que apresentará o tema “Inventário participativo de referências culturais: um instrumento de educação patrimonial”, evidenciando metodologias de participação social na construção do conhecimento;
* Pai Paulo d’Ogun, autoridade civilizatória e presidente do Quilombo de Bongaba, que trará a reflexão “Educação Quilombola e resgate dos valores civilizatórios afrocentrados”, enfatizando saberes tradicionais e práticas educativas ancestrais.
A mesa-redonda será aberta ao público, com 150 vagas disponíveis, e o link de acesso será encaminhado previamente aos participantes inscritos.
Nesse contexto, a mesa-redonda dialoga diretamente com a proposta pedagógica da rede municipal de Magé, que vem fortalecendo a educação por meio da implementação de disciplinas da parte diversificada do currículo para os estudantes do 6º ao 9º ano, alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Componentes como o Estudo de História e Cultura Africana, Afro-brasileira e Indígena (EHCAI), História, Geografia, Turismo e Meio Ambiente de Magé (HGTM) e Cidadania e Diversidade Religiosa (CDR) ampliam o olhar dos alunos sobre suas origens, seu território e a convivência em sociedade, reforçando, na prática, a valorização da memória, da cultura e das identidades locais, temas centrais que também serão debatidos durante o encontro.
Serviço:
Data: 27 de abril – 18h
Formato: Online (Google Meet)
Vagas: 150 participantes
Link enviado previamente aos inscritos

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