Evento reuniu lideranças da causa que atuam em diferentes regiões do estadoDivulgação/ PMM

Mesquita - A Coordenadoria Municipal de Diversidade Sexual de Mesquita promoveu uma programação com debates, palestras e performances, promovendo reflexões e celebrando a Visibilidade Trans. Entre as pautas abordadas, o combate à violência contra pessoas trans e a importância da visibilidade para a causa.
Representante da Subsecretaria Municipal de Governança na Diversidade Sexual de Mesquita, Paulinha Única fez questão de frisar a importância da união familiar antes, durante e depois do momento de transição das pessoas trans. “A gente já enfrenta muito preconceito e sofrimento nas ruas. Então, o apoio da família se torna fundamental. Quando falta, o impacto psicológico é muito pesado, porque quem deveria estar do nosso lado acaba virando mais um obstáculo. Muitas vezes, inclusive, é o pior de todos”, defendeu.
O evento reuniu representantes do estado e de diversos municípios da Baixada Fluminense. Entre os participantes, estavam Sharlene Rosa, coordenadora do Centro de Cidadania LGBTI | Baixada 1 (Duque de Caxias); Fernanda Telles, representante do grupo Grupo Conexão G de Cidadania LGBT, organização da sociedade civil sem fins lucrativos e com sede no complexo de favelas da Maré, na Nova Holanda; Barbara Sheldon, superintendente de Diversidade Sexual de Nilópolis; e Ernane Alexandre Pereira, superintendente de Políticas Públicas LGBTI da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH).
Ação em alusão à visibilidade trans em Mesquita  - Divulgação/ PMM
Ação em alusão à visibilidade trans em Mesquita Divulgação/ PMM
A atriz Nany People e o promoter David Brazil não puderam estar presentes, mas fizeram questão de participar da celebração. Para isso, ambos enviaram vídeos destacando o valor desse tipo de iniciativa. “Essa pauta é muito importante. A gente é desafiada o tempo todo. Na vida de uma trans, comprar um pão na padaria é um ato de sobrevivência e de resistência. Conquista é a gente conseguir viver dignamente e ter o direito de ir e vir. Isso é o que nós queremos”, defendeu Nany People.
Subsecretária Municipal de Assistência Social de Mesquita, Erika Rangel fez questão de frisar o compromisso de todos de sua equipe com a defesa dos direitos não só das pessoas trans, mas de todas inseridas na sigla LGBTQIAPN+. “É claro que a Coordenadoria de Diversidade Sexual funciona como uma porta de entrada para esse público na Assistência Social, mas está longe de ser a única. O Centro Municipal de Longevidade, por exemplo, é direcionado a qualquer pessoa da melhor idade. Temos seis CRAS em Mesquita, além do CREAS, do Convive e de outros pontos de acolhimento. Mulheres trans, por exemplo, podem buscar formação profissional no Espaço da Mulher Mesquitense”, instrui Erika.
Evento reuniu lideranças da causa que atuam em diferentes regiões do estado - Divulgação/ PMM
Evento reuniu lideranças da causa que atuam em diferentes regiões do estadoDivulgação/ PMM
Avanços da comunidade em Mesquita
Nos últimos anos, diversas ações foram realizadas para garantir a retificação de nome civil e do gênero para trans em Mesquita. O serviço é gratuito e já atingiu mais de 400 pessoas de diferentes regiões do país, que conseguiram finalizar o processo com o apoio do município. Além disso, uma parceria com o Conselho Tutelar já possibilitou o atendimento de 34 menores de idade, reforçando o compromisso com a inclusão.