Portugal vive uma alta incidência de covid-19 devido à variante DeltaPixbay

Por AFP
Paris - O secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Clément Beaune, recomendou a seus concidadãos, nesta quinta-feira (8), que evitem passar férias na Espanha e em Portugal, devido à alta incidência de covid-19.
"Aqueles que ainda não reservaram suas férias, evitem. Vamos evitar Portugal e Espanha", disse Beaune em entrevista à emissora de televisão France 2.
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"É melhor ficar na França, ou ir para outro país", acrescentou o ministro.
Beaune destacou a Catalunha em particular, onde, segundo ele, "muitos franceses vão para festas, ou passam o verão".
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Em resposta, o ministro português das Relações Exteriores, Augusto Santos Silva, estimou que "as preocupações de um Estado amigo como a França são compreensíveis".
"É um conselho", acrescentou o chanceler português, que reconheceu que a situação sanitária de seu país se agravou.
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Quase metade dos dez milhões de portugueses está novamente submetida a um toque de recolher noturno para conter um novo surto da covid-19, causado pela variante Delta, que já é predominante.
A medida se aplica aos 45 municípios mais afetados pelos contágios, localizados principalmente nas regiões de Lisboa e de Algarve (sul), além de cidades do norte, como Porto e Braga.
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Já o embaixador da Espanha na França, José Manuel Albares, pediu para "agir com prudência e consulta" entre os sócios europeus.
"Criar medos não serve para nada", disse Albares à AFP, antes de afirmar que a Espanha é "um dos países com maior cobertura de vacinação do mundo".
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Com a chegada do verão boreal (inverno no Brasil) e com a redução das medidas - como o levantamento da obrigação de usar máscara ao ar livre em todos os momentos -, a incidência na Espanha disparou nos últimos dez dias, sobretudo, entre os mais jovens.
Beaune, que disse que a França acompanha especialmente a situação nesses dois países, acrescentou que "nos próximos dias" poderá haver um "reforço das medidas restritivas".
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Na segunda-feira (12), o presidente Emmanuel Macron presidirá um Conselho de Defesa excepcional, dedicado às questões sanitárias. Na reunião, entre outros assuntos, vai-se discutir o avanço da variante Delta no país.
O vírus "volta a ganhar terreno", devido à variante Delta, que representa "mais de 40% dos contágios" na França, disse o porta-voz do governo, Gabriel Attal, na quarta-feira.
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O número de novos casos aumentou mais de 20% em sete dias e, entre os jovens de 20 a 29 anos, a taxa de incidência dobrou.