Uma professora britânica entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, ao completar a Maratona PolarNight, na Noruega, como a "corredora fantasiada de mamífero mais rápida a completar uma maratona no gelo". Gill Punt, de 54 anos, percorreu os 42,2 km vestida de urso-polar em 4 horas, 58 minutos e 29 segundos.
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A Maratona PolarNight ocorreu no dia 04 de janeiro sob condições extremas, com temperaturas abaixo de -10 ° C e boa parte da rota percorrida na escuridão. A prova é considerada um desafio mesmo para corredores mais experientes devido ao frio intenso e à ausência de luz natural.
Esta não foi a primeira vez que Gill compete com a fantasia de urso-polar. Em 2016, ela conquistou seu primeiro recorde oficial ao correr a maratona de Londres em 4 horas, 21 minutos e 8 segundos, tornando-se, na época, a mulher mais rápida a completar uma maratona com uma fantasia de corpo inteiro de animal. Posteriormente, ela perdeu o recorde para outras competidoras.
A britânica participa das maratonas com um motivo especial, que é angariar fundos para para ações da Cancer Research UK (CRUK), uma organização que faz pesquisas sobre Câncer. Ao longo dos últimos 27 anos, ela já recebeu 1,96 milhão de libras (aproximadamente R$ 13,15 milhões) que foram revertidos em doações para a instituição.
Em entrevista ao site do Guiness Book, Gill explicou que perdeu o pai, Mike, aos 56 anos, em 1999, vítima de câncer no duto biliar, e isso a motivou a começar a correr.
"Perdi meu pai ainda jovem para o câncer do ducto biliar e esse evento terrível deu início às minhas aventuras de arrecadação de fundos para o CRUK. Provavelmente não há uma família no Reino Unido ou em todo o mundo que não tenha sido afetada por esta terrível doença. Portanto, continuarei fazendo tudo o que puder para apoiar o CRUK (a instituição) em seu trabalho vital.", afirmou a britânica.
Gill também destacou a importância do financiamento à pesquisas para alcançar um "mundo sem câncer": "Estou verdadeiramente grata a todos que apoiaram. Nunca foi tão urgente vencer essa doença. Isto significa financiar pesquisadores para fazerem mais descobertas, e aproveitar essas descobertas para impulsionar o progresso na prevenção, testes e tratamentos. Então, continuarei até chegarmos à meta final… um mundo sem câncer!"
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