Robert Gilkey-Meisegeier era diretor da Sun Prairie West High SchoolReprodução / Google Street View
Ex-diretor de escola recebe mais de 50 acusações de crimes sexuais e posse de pornografia infantil
Caso aconteceu em Wisconsin, nos Estados Unidos
O ex-diretor de uma escola de ensino médio de Wisconsin, nos Estados Unidos, recebeu 49 acusações de posse de pornografia infantil, além de outras duas de exploração sexual de uma criança. Os pais se manifestaram e atacaram a instituição de ensino, segundo um novo relatório.
De acordo com a imprensa americana, Robert Gilkey-Meisegeier, de 30 anos, foi preso em 24 de julho. Ele foi demitido do cargo de diretor da Sun Prairie West High School em Sun Prairie, um mês antes de ser detido, após os casos virem à tona.
Além dessas, Gilkey-Meisegeier ainda enfrenta acusações por suposta omissão em denunciar crianças abusadas ou negligenciadas, enquanto era administrador escolar, segundo informou o Departamento de Polícia de Sun Prairie.
O homem, no entanto, não é o primeiro da escola a ser acusado de crimes sexuais, mas sim a quarta pessoa a ser enquadrada nos crimes nos últimos dez anos. Com isso, os pais de crianças que estudam na instituição pedem por mudanças significativas no sistema escolar.
"Quando vamos fazer algo a respeito? Não quero esperar até que seja meu filho. Os pais estão muito indignados agora, porque se não for agora, quando?", afirmou a mãe Kristy Yang à "NBC News".
Em abril, um aluno, de forma anônima, denunciou o comportamento do diretor ao distrito escolar. De acordo com o adolescente, Robert seguia meninas nas redes sociais, trocava mensagens de textos e as levava para passear frequentemente.
O aluno pediu para que uma investigação fosse feita de forma minuciosa, já que há muito tempo o diretor criava um clima "desconfortável" na escola. No entanto, os funcionários consideraram as alegações "infundadas".
O distrito escolar encerrou as o caso sem denunciar às autoridades depois que Robert negou tudo e apenas foi orientado que o diretor evitasse ficar sozinho com os alunos. Meses depois, o homem foi recebeu diversas acusações de posse de pornografia infantil e exploração sexual infantil.
No fim de maio, um agente de recursos escolares que trabalhava para o departamento de polícia tomou conhecimento de uma suposta má conduta e o Instagram sinalizou a conta de Gilkey-Meisegeier por atividade suspeita, sinal de que ele havia sido denunciado na plataforma.
As acusações envolvem pelo menos três crianças vítimas, de acordo com a denúncia. Os promotores alegaram que Gilkey-Meisegeier comprou bebidas alcoólicas para uma das vítimas em troca de fotos de topless.
Ainda foram encontradas dezenas de fotos explícitas de uma "mulher no início da puberdade" em uma pasta secreta em sua conta do Snapchat, segundo a denúncia. Mensagens de texto, obtidas pela polícia por meio de um mandado de busca e incluídas na queixa criminal, mostram Gilkey-Meisegeier incitando uma aluna a se encontrar secretamente diversas vezes, bem como a enviar fotos nuas.
Embora tenha recebido a denúncia anônima em abril, o distrito escolar afirmou ter tido conhecimento de algumas acusações apenas em maio. Gilkey-Meisegeier foi colocada em licença administrativa em 2 de junho e demitido uma semana depois.
Robert Gilkey-Meisegeier voltará ao tribunal em 2 de setembro para nova audiência. Ele está detido sob fiança de US$ 75 mil, cerca de R$ 400 mil. O ex-diretor já havia sido preso anteriormente, em 2018 e 2019, por dirigir embriagado e com a carteira de motorista suspensa, respectivamente.

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