Ministério da Defesa de Taiwan detectou 130 aviões militares chineses perto da ilha em um período de 24 horasAFP
Chinese PLA Eastern Theater Command Conducts Drills in Waters to the East of Taiwan Island on All-Dimensional Force Projection and Seizure of Key Ports
— China Military Bugle (@ChinaMilBugle) December 30, 2025
解放军东部战区位台岛以东海域开展立体投送、夺控要港等科目演练
On December 30, 2025, the Chinese PLA Eastern Theater Command… pic.twitter.com/MlhS4h6TFI
"A principal mensagem da China é uma advertência aos Estados Unidos e ao Japão para que não tentem intervir caso o PCC (Partido Comunista Chinês) use a força contra Taiwan", disse à AFP Chieh Chung, especialista militar da Universidade Tamkang da ilha.
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, advertiu nesta terça-feira que seu país responderá "energicamente" às vendas em larga escala de armamento.
"Em resposta às contínuas provocações das forças separatistas de Taiwan e à venda em larga escala de armas americanas a Taiwan, devemos, certamente, nos opor com firmeza e contra-atacá-las energicamente", disse o ministro em um discurso.
Seu porta-voz, Lin Jian, considerou os exercícios "uma medida necessária para defender a soberania nacional e a integridade territorial".
O presidente americano, Donald Trump, negou na segunda-feira qualquer preocupação com as manobras chinesas e minimizou a possibilidade de uma invasão de Taiwan, ao declarar que não acredita que seu homólogo, Xi Jinping, tomará tal decisão.
Guerra
As autoridades chinesas divulgaram um mapa com cinco grandes zonas ao redor de Taiwan onde aconteceram os exercícios.
Esta é a sexta grande rodada de exercícios militares chineses ao redor da ilha desde 2022, quando uma visita a Taiwan da então presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, irritou Pequim.
O órgão regulador do tráfego aéreo de Taiwan afirmou que os exercícios afetaram mais de 850 voos, enquanto as autoridades relataram interrupções nas rotas marítimas.
O Ministério das Relações Exteriores da vizinha Coreia do Sul pediu "paz e estabilidade".
Pouco antes, o presidente taiwanês, Lai Ching-te, afirmou no Facebook que, com suas manobras, a China "mina deliberadamente a estabilidade regional com sua intimidação militar" e as condenou como "uma provocação flagrante contra a segurança regional e a ordem internacional".

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