Morte de chefe de cartel desencadeia onda de violência AFP
Cervantes e outros seis membros do cartel foram mortos a tiros em Talapa, no Estado de Jalisco, no domingo, 22. A ofensiva militar contra o grupo, no entanto, desencadeou uma onda de violência que atingiu 20 Estados mexicanos. Por segurança, as aulas foram suspensas nesta segunda-feira, 23, em várias localidades.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população e disse que a maioria dos mais de 250 bloqueios de estradas realizados por integrantes do cartel já havia sido desfeita na noite do domingo.
A Casa Branca confirmou que os Estados Unidos forneceram apoio de inteligência à operação para capturar o líder do cartel e aplaudiu o Exército do México por abatê-lo.
Guadalajara, a capital do Estado de Jalisco e a segunda maior cidade do México, ficou quase completamente paralisada no domingo. O aeroporto da cidade operou com pessoal reduzido devido ao surto de violência.
Autoridades em Jalisco, Michoacán e Guanajuato informaram que ao menos outras 14 pessoas morreram no domingo em meio aos distúrbios, incluindo sete membros da Guarda Nacional.
Os bloqueios e incêndios de lojas e estabelecimentos também se estenderam ao balneário de Puerto Vallarta, ao estado vizinho de Michoacán e aos estados de Puebla (centro), Sinaloa (noroeste), Guanajuato (centro) e Guerrero (sul), entre outros.
Todos os estabelecimentos comerciais fecharam as portas. Nas ruas, apenas as sirenes dos carros dos bombeiros eram ouvidas, enquanto os serviços de emergência trabalhavam para controlar os incêndios provocados por supostos membros do cartel.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.