Governo iraniano não quer ceder à pressão norte-americana-israelenseGoogle

O Reino Unido e a França vão presidir, ainda esta semana, uma reunião com cerca de 30 países dispostos a participar da segurança do Estreito de Ormuz, confirmou uma fonte do Ministério da Defesa britânico à Agence France-Presse (AFP) nesta quarta-feira (25).

A reunião sobre o Estreito de Ormuz, bloqueado devido ao conflito entre Estados Unidos e Israel x Irã, reunirá "os chefes de Estado-Maior das Forças Armadas" dos países assinantes de um comunicado divulgado na semana passada.

Esses países pediram um adiamento dos ataques contra estruturas de petróleo de gás no Golfo e se declararam "dispostos a contribuir" para os esforços de segurança no estreito.

O comunicado conjunto, por iniciativa de França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, recebeu o apoio de cerca de 30 países, entre eles Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Os chefes do Estado-Maior da Inglaterra e França, Richard Knighton e Fabien Mandon, estão "cientes do papel que devem desempenhar para reunir essa coalizão e ajudar a comunidade internacional a elaborar um plano que permita a reabertura de Ormuz o mais rápido possível", afirmou a fonte.

Vários veículos de imprensa britânicos, entre eles The Guardian e The Times, reportaram que o Reino Unido sugeriu sediar, em uma segunda fase - em Portsmouth ou Londres -, uma conferência internacional sobre a segurança de Ormuz para lançar uma aliança de países comprometidos com essa missão.

Inúmeros países acusam o Irã de ter colocado minas no estreito, o que pode levar a uma operação para sua remoção.

Entretanto, alguns países, entre eles França, Itália e Alemanha, alertam que nenhuma operação poderia ser realizada no atual contexto de ataques na região.
Situação atual
O Irã fechou de fato o Estreito de Ormuz, por onde atravessavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, em resposta à ofensiva israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro.

O bloqueio dessa via estratégica, onde o Irã atacou vários navios, chegou a fazer o preço do petróleo subir para perto de 120 dólares o barril.

O Irã afirmou na terça-feira que pode garantir a passagem segura de "navios não hostis" que atravessem o estreito.

A república islâmica declarou nos últimos dias que não atacará países aliados, embora muitos navios estejam evitando a região devido à recusa das seguradoras em assumir riscos.

O presidente americano, Donald Trump, pressiona seus aliados a participar da segurança de Ormuz, mas o Reino Unido afirmou recentemente que isso não ocorreria no âmbito da Otan.