Esquema de fraude de Bang Si-hyuk ganha notoriedade com a volta do grupo BTS após hiato de quatro anosReprodução
De acordo com informações da agência Reuters, o caso envolve possíveis violações das leis de mercado de capitais e ganhos ilícitos que podem ultrapassar 100 milhões de dólares (cerca de R$ 496 milhões na cotação atual). O pedido agora será analisado pelo Ministério Público, que decidirá se leva a solicitação à Justiça.
No entanto, a empresa seguiu com o processo de abertura de capital pouco tempo depois. A suspeita é de que um fundo de private equity ligado a seus associados tenha adquirido essas ações e, após a valorização, repassado ao executivo cerca de 30% dos lucros, em um acordo paralelo.
As autoridades estimam que o esquema tenha gerado aproximadamente 200 bilhões de won (cerca de 129 milhões de dólares) em ganhos considerados ilícitos.
Caso o pedido avance, um tribunal deverá realizar uma audiência em poucos dias para decidir se Bang será preso preventivamente.
O executivo está proibido de deixar a Coreia do Sul desde o ano passado, enquanto as investigações seguem em andamento.
"Lamentamos que o mandado tenha sido solicitado apesar da nossa cooperação plena e consistente ao longo da investigação", disseram os advogados.
A Hybe também sustenta que não houve irregularidade e afirma que os acordos relacionados à abertura de capital foram conduzidos dentro das orientações legais.
Segundo dados citados por veículos como Exame, a empresa lidera o setor de entretenimento sul-coreano e possui forte presença internacional, com operações nos Estados Unidos e expansão para outros mercados.
A companhia também depende significativamente do sucesso global do BTS, responsável por grande parte de sua receita e valorização no mercado.
Antes disso, também atuou como produtor na JYP Entertainment e ajudou a moldar a indústria musical sul-coreana moderna.
Analistas do setor, citados pela Bloomberg, estimam que a nova turnê global do grupo pode gerar mais de 1 bilhão de dólares em receita, reforçando a importância estratégica do momento para a empresa.
O caso também se insere em um contexto mais amplo de endurecimento das autoridades do país contra práticas de manipulação de mercado, com políticas recentes de "tolerância zero" para esse tipo de crime.
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