Starmer já admitiu ter errado gravemente ao nomear MandelsonToby Melville / AFP/ Agência O Dia
A moção pedia que o Comitê de Privilégios investigasse a declaração de Starmer de que o devido processo foi seguido na nomeação de Mandelson. O colegiado tem poder para suspender parlamentares, incluindo o premiê, e uma conclusão de que ele enganou deliberadamente o Parlamento poderia levar à renúncia.
A controvérsia envolve a nomeação de Mandelson, ex-comissário de Comércio da União Europeia e aliado político de Starmer, apesar de alertas de segurança e de sua ligação com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Mandelson foi demitido em setembro, após novas revelações sobre a proximidade com Epstein
Em depoimento ao Comitê de Relações Exteriores, o ex-chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, admitiu ter cometido um "erro grave" ao recomendar Mandelson e pediu desculpas às vítimas de Epstein. Ele negou, porém, ter pressionado autoridades a ignorar procedimentos de segurança.
A líder conservadora, Kemi Badenoch, afirmou que "claramente" o devido processo não foi seguido e classificou a nomeação de um "risco à segurança nacional" como uma falha grave de governo. Starmer chamou a iniciativa da oposição de "manobra" para prejudicar o Partido Trabalhista antes das eleições locais de 7 de maio.
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