Guerra civil no Sudão deixou mais de 11 milhões de desalojadosAlbert González Farran / UNAMID

Quase 900 civis morreram em ataques com drones no Sudão entre janeiro e abril de 2026, informou nesta segunda-feira (11) a ONU, que advertiu que esse tipo de operação arrasta o conflito sudanês para uma fase "ainda mais letal".
Mais de três anos de guerra civil no Sudão deixaram dezenas de milhares de mortos, mais de 11 milhões de desalojados e várias regiões à beira da fome.
Os ataques com drones do Exército sudanês e das paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), em confronto desde abril de 2023, se intensificaram nos últimos meses em todo o país.
"Os ataques com drones foram responsáveis por pelo menos 880 mortes de civis entre janeiro e abril deste ano", informou o escritório de Direitos Humanos da ONU.
"Os drones armados se tornaram a principal causa de mortes de civis", afirmou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk. Ele advertiu que "se uma ação não for adotada imediatamente, o conflito está a ponto de entrar em uma nova fase, ainda mais letal".
Os mercados viraram alvos frequentes dos ataques, com pelo menos 28 que deixaram vítimas civis nos primeiros quatro meses do ano. Os centros de saúde foram atingidos em pelo menos 12 ocasiões.
Türk alertou que o aumento da violência afetará a entrega de ajuda humanitária essencial. "Grande parte do país (...) enfrenta agora um risco maior de fome e insegurança alimentar aguda", disse.