Ali Karimi foi capitão da seleção iraniana de futebolReprodução / Instagram
'Traidor da pátria': Irã confisca bens da lenda do futebol Ali Karimi
Ex-Bayern de Munich apoiou protestos contra o governo e vive exilado desde 2022
Autoridades iranianas anunciaram nesta segunda-feira (11) a apreensão de seis propriedades supostamente vinculadas ao ex-capitão da seleção nacional de futebol Ali Karimi, que apoiou os protestos antigovernamentais de janeiro.
Karimi, ex-jogador do Bayern de Munique chamado de "Maradona asiático" por sua habilidade, apoiou os protestos nas redes sociais e também manifestou apoio à monarquia derrubada pela Revolução Islâmica.
A agência de notícias Mizan, do Poder Judiciário iraniano, descreveu Karimi como "um dos traidores da pátria que esteve amplamente ativo no apoio ao inimigo nos últimos anos". Entre os bens apreendidos do ex-capitão, que vive no exílio, a agência cita dois imóveis comerciais e quatro residências.
"Eles foram identificados e confiscados por ordem judicial em benefício do povo", acrescentou a agência.
Karimi deixou o Irã em 2022. Naquele ano, ele foi processado à revelia por ter apoiado nas redes sociais os protestos que eclodiram após a morte sob custódia de Mahsa Amini. A jovem havia sido presa por supostamente violar as rígidas normas sobre o uso do véu islâmico.
Em abril, o Poder Judiciário informou que as autoridades haviam liberado os ativos de Zahra Ghanbari, capitã da seleção feminina de futebol do Irã. Os bens haviam sido apreendidos depois que ela apresentou um pedido de asilo na Austrália.
Ela estava no grupo de seis jogadoras e um integrante da comissão técnica que solicitaram asilo na Austrália em março. Cinco delas, incluindo Ghanbari, mudaram posteriormente de ideia e voltaram ao país.
A seleção masculina iraniana deve disputar a Copa do Mundo nos Estados Unidos em junho.

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