Cadela Sisu faz parte da força-tarefa Florida Task Force 2 Martin Bernetti / AFP
A integrante da Florida Task Force 2 é fundamental para encontrar pessoas vivas em uma corrida contra o tempo. Quando uma equipe chega a um local onde se suspeita que haja vítimas vivas, o primeiros a agir são os cães.
.@LACoFD: Nuestra misión cuenta con el apoyo de equipos caninos de élite entrenados en:
— USA en Español (@USAenEspanol) June 29, 2026
*Detección por olfato: Entrenados para ignorar el ruido y el caos, y enfocarse únicamente en localizar personas con vida entre los escombros.
*Respuesta inmediata: Cuando un perro alerta a… pic.twitter.com/408whH0zsK
"O trabalho deles se baseia em detectar onde há humanos", identificando a temperatura, o odor corporal e o dióxido de carbono que as vítimas exalam, explicou à reportagem Alexander Parada, ao lado da labradora retriever Piper, que resgatou duas pessoas em sua primeira missão. "Eles fazem um trabalho que nós não conseguimos fazer", acrescentou Parada.
Quando um cão indica algum alerta, os socorristas enviam um segundo animal para confirmar a descoberta, acrescentou Sylvia Arango, responsável por Sisu e guia canina desde 1998. A partir de então, radares ou câmeras refinam as coordenadas de onde as vítimas podem estar.
Com seu faro, os cães de busca agilizam os esforços de resgate ao inspecionar grandes áreas com rapidez, disse Parada sobre algo crucial, já que as chances de encontrar pessoas com vida diminuem após a janela inicial de 72 horas.
"A salvo"
Alguns, como o local Tsunami, um border collie com um olho azul e outro castanho, comoveram os venezuelanos com sua história de superação: um animal resgatado de maus-tratos que hoje salva vidas.
Assim como seus companheiros humanos, trabalham em rodízio, em turnos de 12 horas, em missões perigosas.
Os animais atuam sob as altas temperaturas de La Guaira, expondo-se à desidratação e a queimaduras em sua pelagem, algo visível no pescoço de Sisu.
Também abrem caminho entre os desabamentos, inclusive em estreitos túneis formados no amontoado de paredes, colunas e vigas quebradas, em busca de sobreviventes. As operações causam alguns ferimentos, fraturas e sequelas emocionais. Mas o risco faz parte do trabalho.
"No momento em que subimos àqueles montes de escombros, não há nenhuma garantia de que estaremos a salvo", disse Arango.
"Receber amor"
O gênero não faz diferença. Embora os cães desta equipe americana sejam em sua maioria labradores retriever, também há border collies, golden retrievers, pastores-belga malinois e pastores-alemães.
Neste sábado (4), dez dias após os terremotos que já deixam quase 3.000 mortos, missões brasileiras e espanholas continuavam inspecionando áreas destruídas junto a seus cães. Mas para Sisu e Piper era hora de guardar seus brinquedos e se preparar para voltar para casa.
Ao encerramento das operações, Arango destacou que o que mais a emocionou na primeira missão de Sisu foi vê-la levar alegria em um mar de tristeza.
"É uma situação devastadora. Mas quando alguém que está sofrendo se aproxima, nossos cães conseguem fazê-los sorrir, e as crianças têm a chance de chegar perto deles e fazer carinho", contou.
"É também uma oportunidade de (...) tentar, por um momento, não pensar nos horrores que estão vivendo e simplesmente receber o amor de um filhote feliz", completou.

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