Marco Rubio participou da reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), nas FilipinasReprodução / X
"Se criarmos um precedente no Oriente Médio onde um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e - caso não paguem - explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região", disse o secretário americano.
Rubio também se reuniu com os outros ministros da parceria Quad - composta por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão -, para discutir prioridades em áreas como tecnologia, assistência humanitária, resposta a emergências e segurança marítima e transnacional.
As autoridades da Quad emitiram uma declaração conjunta em que reafirmam o compromisso com iniciativas de segurança marítima que buscam conter a crescente influência da China na região. "Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região", diz o comunicado do grupo.
"O Quad continua sendo uma prioridade, e nos reuniremos novamente ainda este ano", disse Rubio, no X.
Durante coletiva de imprensa após reunião da Asean, Rubio reiterou que um Irã com armas nucleares é "intolerável" e afirmou que os EUA continuarão a atacar locais ligados a ofensivas contra embarcações, além de buscar reduzir a capacidade iraniana de atingir o transporte marítimo "sempre que possível". Ele acrescentou que Washington tem conversado com países interessados em proteger navios que transitam pela região.
Rubio disse que discutiu com o chanceler chinês, Wang Yi, a visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para setembro. Segundo ele, apesar de persistirem divergências, a relação entre Washington e Pequim é "essencial", e ambos identificaram áreas potenciais de cooperação. O secretário acrescentou que não tratou de interferência eleitoral nas conversas com Wang - tema principal do último discurso em "horário nobre" de Trump.
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