Relação de China e Irã 'não deve ser alvo de interferências', diz Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações ExterioresDivulgação
China defende relação com Irã depois de anúncio de sanções dos EUA
Washington declarou que pretende iniciar 'asfixia econômica' do país persa por meio de punições a parceiros comerciais
A China afirmou nesta terça-feira (25) que defenderá seus interesses após o anúncio dos planos dos Estados Unidos para uma "asfixia econômica" do Irã por meio de sanções contra entidades que fazem comércio com a República Islâmica. Pequim é um cliente do petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
"A cooperação entre China e Irã sempre aconteceu dentro do marco do direito internacional e não deve ser alvo de interferências ou perturbações", declarou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em uma entrevista coletiva.
Ele acrescentou que "a China já afirmou em diversas ocasiões que se opõe de modo veemente às sanções unilaterais ilegais (...) A China tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar com firmeza seus direitos e interesses".
Quase seis meses após o início da guerra contra o Irã, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra países e entidades, incluindo a China, que se recusem a aderir à campanha de Washington para atingir economicamente a República Islâmica. A China defende um cessar-fogo no conflito e insiste que as sanções americanas não resolverão a guerra.
O Irã enfrenta sanções há décadas e tem utilizado uma complexa rede financeira internacional para contornar as restrições.
Antes da guerra, o país conseguia exportar milhões de barris de petróleo, principalmente para a China. Questionado na segunda-feira se os bancos chineses seriam afetados pelas medidas, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, respondeu que "ninguém está acima do alcance das sanções americanas".

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