Segundo Zuckerberg, dinâmica de mercado cria incentivo para que empresas tornem seus sistemas mais confiáveisAFP
Zuckerberg critica pedidos para desacelerar avanço da IA
CEO da Meta afirmou que empresas têm incentivos para priorizar segurança e alinhamento dos modelos diante dos riscos da tecnologia
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, criticou apelos recentes para suspender ou desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), dizendo que cada laboratório tem a responsabilidade e o incentivo de avançar no ritmo necessário para treinar seus modelos com segurança. A declaração foi feita em uma publicação no X na noite desta terça-feira, após alertas de executivos de tecnologia sobre os riscos do avanço acelerado da IA e a necessidade de reforçar mecanismos de segurança.
Segundo Zuckerberg, a dinâmica de mercado cria um incentivo para que as empresas tornem seus sistemas mais confiáveis e alinhados às preferências dos usuários. "As pessoas não vão querer usar agentes que estejam desalinhados com elas e que não façam o que elas pedem, então os laboratórios têm um forte incentivo natural para tornar seus modelos mais alinhados", escreveu.
Ele observou que há debate sobre desacelerar o progresso das capacidades até que o alinhamento acompanhe, mas afirmou que confiança e alinhamento rapidamente se tornam os fatores mais importantes para diferenciar agentes e modelos. "Qualquer laboratório que não foque em alinhamento ficará para trás", disse.
Zuckerberg também afirmou que os laboratórios enfrentam responsabilidade significativa caso seus modelos causem danos, o que, segundo ele, reforça o incentivo para prevenir problemas. Como exemplo, citou a decisão da Meta de adiar por vários meses o lançamento do sistema Muse para priorizar segurança e proteção
O executivo disse ainda que recorrer a avaliadores e consultores independentes é uma boa prática do setor e que a Meta Superintelligence Labs (MSL) já faz isso em várias áreas. Ele defendeu, de forma mais ampla, um ecossistema de avaliadores "maior e mais diverso".
Por fim, Zuckerberg defendeu que direcionar a grande maioria do poder computacional para servir as pessoas, em vez de "correr" para o autoaprimoramento recursivo, é uma das melhores formas de garantir um desenvolvimento seguro da tecnologia, acrescentando que a Meta assumiu esse compromisso e que outros laboratórios podem fazer o mesmo.
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