Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, foi condenado a 12 anos de prisãoReprodução
Segundo documentos judiciais, Saviolli fornecia o dinheiro necessário para iniciar as operações do grupo e supervisionava o recebimento e a lavagem de grandes quantias provenientes do comércio de drogas.
A organização atuava nos Estados Unidos e em outros países, utilizando uma rede de mensageiros para coletar dinheiro em espécie, depositá-lo em instituições bancárias e transferir os valores de volta a fornecedores de drogas no exterior.
As operações eram coordenadas por meio de mensagens no WhatsApp, que reuniam facilitadores e responsáveis pelas coletas. Os integrantes recebiam grandes quantias em dinheiro em diferentes cidades americanas e as depositavam em bancos de várias partes do país para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Além de Saviolli, outros cinco réus foram condenados por participação no esquema. As penas foram anunciadas em 24 de setembro e variam de 12 meses e um dia a sete anos e dez meses de prisão. As defesas não foram localizadas.
Gabriel Cezar Menezes, de 29 anos, cidadão brasileiro, recebeu pena de 94 meses de prisão. Segundo a Justiça americana, ele atuava como facilitador, orientava e supervisionava os mensageiros e também realizou pessoalmente coletas de grandes quantias em dinheiro.
O americano Omar Aliperti De Mello Correa, de 34 anos, foi condenado a 30 meses de prisão. Os brasileiros Leandro De Ávila Gonçalves, de 43 anos, recebeu pena de 24 meses, enquanto João Andrade De Mello, de 29 anos, e Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa, de 30 anos, foram condenados a 12 meses e um dia cada.
De acordo com o Departamento de Justiça, Correa, Gonçalves, De Mello e Barbosa atuavam como mensageiros e recolhiam grandes quantias em dinheiro vivo em cidades como Atlanta, Charlotte, Chicago, Cleveland, Minneapolis, Rochester e Tampa. Os réus brasileiros residiam ilegalmente nos Estados Unidos no momento das prisões.
Em junho de 2026, os seis acusados tiveram suas declarações de culpa por conspiração para cometer lavagem de dinheiro aceitas pelo tribunal distrital.
O caso foi investigado pelo FBI, com assistência da Administração de Combate às Drogas (DEA, na sigla em inglês) e da agência de Investigações de Segurança Interna (HSI), incluindo seus escritórios em Brasília e Miami. A acusação foi conduzida por integrantes da Divisão Criminal do Departamento de Justiça e do gabinete do procurador federal do Distrito Sul da Flórida.
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