Suíça vai ajudar família de carioca morta em Nice

Filha mais velha também morreu. Outros dois brasileiros estão desaparecidos

Por felipe.martins , felipe.martins

Paris e Rio - As autoridades suíças vão passar a apoiar financeiramente a família da brasileira morta em Nice. No fim de semana, exame de DNA identificou o corpo da brasileira Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, 30 anos, que morreu no atentado na cidade francesa na quinta-feira. Outros dois brasileiros que estavam no momento do ataque continuam desaparecidos, segundo o Consulado do Brasil em Paris — as identidades não foram divulgadas.

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Ato reuniu 42 mil pessoas na avenida da tragédiaEfe

Carioca de Olaria, Elizabeth morava na Suíça e estava em Nice a passeio com o marido, Silyan, suíço, e três filhas. Kayla, de 6 anos, também morreu no atentado. Djulia, 4, e Kimea, de 7 meses, foram salvas pelo pai.
No atentado de Nice, reivindicado pelo Estado Islâmico, o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, motorista do caminhão que matou 84 pessoas, contou com a ajuda de cúmplices. A revelação faz parte do avanço das investigações do Ministério Público, que prendeu dois novos suspeitos e encontrou no celular de um deles uma mensagem de Bouhlel: “Traga mais armas.”

Elizabeth e o marido%2C Sylvan%2C que continua internadoReprodução Facebook

Ontem, 42 mil pessoas se reuniram no Passeio dos Ingleses em homenagem às vítimas. O primeiro-ministro Manuel Valls foi vaiado e xingado de “assassino” por parte dos presentes. “Vaias e insultos são indignos em uma cerimônia como esta. O momento é de preservar a união nacional e não criar divisão e ódio”, comentou.

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