Por rafael.nascimento

Kuala Lumpur - Foi presa nesta quarta-feira uma das duas mulheres suspeitas de assassinar o meio-irmão do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, em Kuala Lumpur, segundo a polícia da Malásia. A imagem da mulher, capturada por câmeras de segurança, foi divulgada pelas autoridades do país asiático.

Uma das suspeitas de assassinar%2C em Kuala Lumpur%2C o norte-coreano Kim Jong-namDivulgação

A imagem, feita no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, mostra uma mulher de camisa branca e saia azul, com feições asiáticas, pela clara e cabelo comprido. Ela teria entrado em um táxi logo em seguida. Segundo as autoridades locais, a mulher é suspeita pelo ataque a Kim Jong-nam na saída do aeroporto. A polícia afirmou que iniciou uma operação de busca para encontrar a outra acusada.

Kim Jong-nam foi assassinado em plena luz do dia, em um aeroporto movimentado na Malásia. Ele esperava um voo para Macau, onde estava radicado desde a década passada. Mais cedo, o presidente interino sul-coreano Hwang Kyo-Ahn estimou que crime mostrou a ‘brutalidade e natureza desumana do regime’ de Pyongyang. Ele ressaltou que seu governo cooperava estreitamente com as autoridades malaias para esclarecer o misterioso assassinato.

Seul classifica de 'brutal e desumana' morte de Kim Jong-nam

O governo da Coreia do Sul descreveu nesta quarta-feira como "brutal e desumano" o suposto assassinato de Kim Jong-nam, irmão mais velho de Kim Jong-un, na Malásia, e afirmou que tem evidências que sugerem que ele foi envenenado. "Ser for confirmado que o assassinato foi realizado pelo regime norte-coreano, seria um exemplo flagrante de sua natureza brutal e desumana", afirmou o primeiro-ministro sul-coreano e presidente interino, Hwang Kyo-ahn, durante seu discurso em uma reunião de emergência convocada hoje pelo Executivo.

O porta-voz do Ministério da Unificação, Jeong Joon-hee, afirmou por sua vez, que Seul está convencido que Kim Jong-nam foi assassinado, embora tenha evitado dar mais detalhes sobre o caso, em declarações divulgadas pela agência "Yonhap". "A polícia da Malásia está conduzindo as investigações do assassinato e ainda não anunciou os resultados", disse Jeong, afirmando que a Coreia do Sul "está trabalhando em colaboração com o governo malaio".

Até o momento, as autoridades da Malásia apenas confirmaram a morte na segunda-feira de um cidadão norte-coreano chamado Kim Chol e nascido em 1970, depois de ser levado em uma ambulância do aeroporto de Kuala Lumpur, e agora tentam confirmar sua identidade e esclarecer as causas de sua morte.

Na reunião realizada nesta quarta-feira, em Seul, os serviços de inteligência relataram evidências que apontam que a morte aconteceu por envenenamento, mas como teria sido administrado o veneno é o que será revelado após a autópsia prevista para hoje, segundo a "Yonhap".

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