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Milhares vão às ruas de Barcelona em ato contra o terrorismo

Manifestantes relembraram vítimas de atentados na Espanha e pediram 'paz e liberdade'. Rei Felipe VI participou de passeata

Por rodrigo.sampaio

Barcelona - Sob o lema "Não tenho medo", milhares de pessoas, entre elas o rei Felipe da Espanha, começaram a se manifestar neste sábado em Barcelona em repúdio à violência após os atentados jihadistas que deixaram 15 mortos há nove dias. "Vamos encher as ruas de paz e liberdade", pediu a prefeita da segunda maior cidade da Espanha.

Milhares de pessoas foram ás ruas de Barcelona em ato contra o terrorismoAFP

Exibindo uma imensa faixa com o lema "No tinc por" ("Não tenho medo" em catalão), a passeata era encabeçada por representantes de associações policiais, de bombeiros, médicos taxistas, comerciantes e moradores que abriram suas portas às vítimas.

Em um episódio excepcional, o rei Felipe VI marchou com os manifestantes, mesmo que em um espaço mais afastado, destinado às autoridades como o chefe de governo espanhol Mariano Rajoy, presidentes regionais, ministros e líderes de partidos.

Na passeata também pode ser vista a bandeira separatista catalã, ornada com uma estrela branca no fundo azul. Os separatistas, que dirigem o governo regional catalão, vivem um confronto com o governo Rajoy por seu desejo de realizar em 1o. de outubro um referendo sobre independência, que Madri classifica de ilegal.

Em função disso, manifestantes separatistas denunciaram a "hipocrisa" do Estado espanhol por protestar contra a violência jihadisas, mas, ao mesmo tempo, vender armas a países como a Arábia Saudita, acusados de vínculos com o islamimo radical.

"Vossas políticas, nossas mortes!", cantavamos manifestantes, convocados por organizações separatistas para protestar simultaneamente à marcha contra o terrorismo.

A Espanha deve vender em breve cinco navios de guerra a Riad por mais de 2 bilhões de euros. Felipe VI, cuja família mantém laços estreitos com a realeza saudita, viajou para lá em janeiro para negociar esse contrato.

A Arábia Saudita é acusada regularmente de vínculos com radicais religiosos.

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