Niterói: grande amigo da Cantareira, o empresário Renato Cruz recebe bem a todos os frequentadores do YorúbarDivulgação

Niterói — O bar-livraria Yorùbar, na Praça Leoni Ramos, Cantareira, tornou-se palco de um movimento cultural insurgente que vem ganhando força na cidade. Todas as segundas-feiras, o artista plástico Luiz Carlos de Carvalho conduz o projeto de resenhas, reunindo artistas, intelectuais e frequentadores para debater artes, diversidade e resistência.
O espaço, fundado em 2021 por Renato Cruz e Cícero Nascimento, nasceu durante a pandemia como uma retomada cultural ligada à Universidade Federal Fluminense. Com arquitetura feita de livros e atmosfera boêmia, o Yorùbar mistura literatura e convivência, tornando-se ponto de encontro de diferentes tribos. Já o projeto Segundas Insurgentes começou em setembro de 2022. Por isso, neste dia 1 de Junho haverá a comemoração de quatro anos - com a resenha de número cem. O convidado será Osvaldo Carvalho, mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP. De currículo extenso, Osvaldo vai render um bate papo cheio de conteúdo e muita reflexão artística.
As chamadas Segundas Insurgentes começam às 18h e são transmitidas pelas redes sociais do bar. Os encontros trazem resenhas e rodas de conversa sobre artes plásticas, música, teatro, dança e religiões de matriz africana, sempre com convidados que ampliam o debate. “É uma forma de resistir às fake news e ao empobrecimento cultural, oferecendo reflexão e profundidade”, afirma Luiz Carlos.
Mais do que um evento semanal, o projeto se consolida como espaço de integração e resistência cultural em Niterói. Ao unir boemia e pensamento crítico, o Yorùbar reafirma seu papel como território de insurgência e diversidade.